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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mundo foca carro verde e Brasil quer carro a diesel

Um conjunto de ambientalistas lançou nesta segunda-feira (13) um manifesto de repúdio ao Projeto de Lei 1013/2011, que libera fabricação e venda de carros de passeio movidos a motores a diesel no Brasil. O projeto pode ser aprovado nos próximos dias na Câmara dos Deputados e, depois, ir diretamente para o Senado.

Organizado pela rede Observatório do Clima, o manifesto foi enviado nesta manhã à comissão. Ele tem assinaturas de médicos, cientistas especialistas em poluição do ar, de organizações de pesquisa, entidades de defesa do consumidor, empresários e até de cinco ex-ministros do Meio Ambiente -- Rubens Ricupero, José Carlos Carvalho, Carlos Minc, Izabella Teixeira e Marina Silva, que também foi candidata à Presidência da República em 2014. 

De acordo com o documento, a ideia é um "atentado aos interesses da sociedade" que poderá fazer o Brasil ir na contramão da tendência mundial de reduzir a poluição no setor de transportes.

Especialistas dizem que, se aprovado, o projeto deve causar danos à saúde pública e prejudicar a economia. O país não é autossuficiente na produção do óleo combustível, o que levaria à possível importação de diesel para complementar a oferta, encarecendo o custo do transporte."É incrível que ainda tenhamos gente no Brasil que aposta no obsoleto para justificar ganhos de curto prazo. O mundo caminha na direção da economia de baixo carbono (...). O país que mostrou ao mundo o caminho dos biocombustíveis não pode ter como escolha usar diesel em carros de passeio. Não é só uma medida absurda ou extemporânea, é inaceitável", afirma a Izabella Teixeira, ministra nos governos Lula e Dilma (2010 a 2016), em comunicado.

Para André Ferreira, diretor-presidente do Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente), o projeto vai na contramão dos esforços para reduzir emissões de gases de efeito estufa. "Deveríamos discutir sobre como viabilizar um combustível renovável em substituição ao diesel, e não o oposto. Os veículos leves a diesel concorrerão diretamente com automóveis flex e, portanto, com o etanol. Sem falar que trata-se de uma barreira a mais para o avanço de carros elétricos".

Segundo Fernando Calmon, colunista de UOL Carros, argumentos usados por deputados a favor do projeto não se sustentam. Para o especialista, os dados de veículos europeus com motor a gasolina já são melhores que os de veículos equivalentes movidos a diesel, principalmente em relação à emissão de poluentes. "Um litro de diesel emite 2,65 kg de CO2; um litro de gasolina (sem etanol) libera 2,32 kg. Como os atuais motores de ciclo Otto estão bem mais modernos (downsizing, com turbo e injeção direta), eles cortaram a diferença de consumo. E a vantagem final em CO2 para o diesel diminuiu", aponta Calmon.

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Publicado no Verdesobrerodas

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