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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Em Portugal elétrico Model 3 custa 48.900 euros

Comprar o Tesla mais barato em Portugal, o Model 3, custa 48 900 euros. Apesar de o preço ser proibitivo para muitas carteiras, a marca norte-americana reforçou em setembro a liderança na venda de veículos sem emissões. No mesmo período, as matrículas de carros ligeiros aumentaram 13,9%, para 14 558 unidades. O mercado automóvel mantém-se, no entanto, em queda em termos acumulados nos primeiros nove meses do ano.

Nos carros elétricos, a Tesla vendeu 293 unidades em setembro, mais do dobro dos números da Nissan, em segundo, com 129 unidades. A marca de Elon Musk já vendeu 1614 carros desde o início do ano em Portugal, mais 202 do que a rival japonesa, que vende o modelo Leaf. Em conjunto, as duas marcas valeram mais de metade dos carros elétricos vendidos em Portugal desde o início deste ano – 5422 matrículas. Mas como se explica que um modelo que custa mais de 10 mil euros do que o rival mais direto lidere entre os automóveis sem emissões?

“Qualquer carro da Tesla, mesmo o Model 3, está anos-luz à frente da concorrência. É um modelo mais caro mas que traz inovações que não encontramos em qualquer outra marca”, diz ao Dinheiro Vivo Henrique Sánchez, líder da UVE, a associação dos utilizadores de veículos elétricos.

As vantagens de ter um Tesla não ficam por aqui. “Os utilizadores têm acesso a uma rede exclusiva de supercarregadores, espalhada por toda a Europa, e que não tem quaisquer falhas, ao contrário dos carregadores públicos”, acrescenta o mesmo dirigente.

No mercado geral, a marca norte-americana encontra-se em 22.º lugar, numa tabela que é liderada pela Renault. A marca francesa registou 1909 unidades no mês passado, um ganho de mais de 90% face ao mesmo mês do ano passado. Em segundo, surge a Peugeot, com 1462 registos, menos 0,2% do que em setembro de 2018. A Mercedes aparece em terceiro, com 1310 automóveis matriculados.

Setembro quebrou um ciclo de descida de vendas de carros que já durava há sete meses. Só que a ACAP relativiza uma possível melhoria dos resultados até ao final do ano: “em setembro de 2018, entrou em vigor a fase intermédia do sistema [de medição de emissões] WLTP, o que causou perturbações no mercado desse mês. Por este motivo, a comparação com o período homólogo terá de ter em atenção esse aspeto”.

Os números desde o início do ano também não dão motivos para sorrir. As vendas de carros ligeiros apresentam uma quebra de 4,7% – foram matriculados 174 024 automóveis. Nos ligeiros de mercadorias, a descida é menor: o recuo foi de 0,3%, para 28 156 unidades.

Também em maré negativa estão os carros de luxo. Foram vendidos 744 automóveis deste segmento desde o início do ano, representando uma quebra de 1,8% face ao período homólogo do ano passado. A descida não foi mais acentuada em setembro porque se venderam mais três veículos do que em igual período de 2018: 68 contra 65 carros.

Jaguar (62 unidades), Ferrari (2), Bentley (1) e Lamborghini (2) venderam mais em setembro. Já a Maserati (1) e a Aston Martin – que não vendeu nenhum carro -, travaram no mês passado. A estes dados é preciso somar a Porsche, com 82 unidades vendidas. Só não é possível comparar com os dados do ano passado porque em 2018 a marca alemã não tinha centralizada a contagem das matrículas.

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Publicado no Verdesobrerodas



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