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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Vendas de carros elétricos mais que dobram em Portugal


Depois de anos de crise, as vendas de automóveis voltaram a brilhar. Recuperaram da crise, mas o gasóleo está a ter mais dificuldades em ultrapassar o escândalo do dieselgate. O mix de vendas de veículos no mercado nacional está em mutação, com as energias alternativas a ganharem cada vez maior peso. Híbridos, plug-in ou não, mas também elétricos aceleram a ritmo acelerado, beneficiando também dos incentivos fiscais para as empresas, bem como do “cheque” para os privados.

Ainda que os automóveis a gasóleo continuem a ser os preferidos dos portugueses, que continuam a ver vantagens nos baixos consumos, bem como no preço mais baixo na “bomba”, os modelos a gasolina vão-se destacando amiúde, batendo os diesel em alguns meses. Longe desta “guerra” estão os veículos com outras motorizações, que continuam a ter um peso diminuto, mas em forte crescimento. As vendas de elétricos têm, de ano para ano, crescimento mais 100% a 150%.

Este ano não está a ser exceção, com os elétricos a brilharem. Dos 21.791 carros matriculados até julho, muitos foram híbridos (que combinam um motor a combustão com um elétrico), nomeadamente plug-in, comprados por empresas que conseguem, assim, tirar partido de benefícios fiscais, mas destaca-se o fato de 4.452 veículos serem 100% elétricos.
 
As vendas dos totalmente elétricos crescem à boleia do Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões, do Estado, que este ano aumentou. O “cheque” passou para 3.000 euros — 2.250 euros no caso das empresas –, sendo que rapidamente esgotou. Ainda que não tenham sido entregues todos, os pedidos estão já bem perto dos 1.500, sendo que não haverá para todos os que o pediram.

Outra explicação para o crescimento das vendas é o aumento da oferta. Conscientes do cada vez maior apetite dos condutores por modelos elétricos, as fabricantes têm vindo a introduzir mais modelos. Se durante muito tempo a Nissan, com o Leaf, brilhou nas vendas de elétricos, nos últimos tempos a concorrência tem-se feito sentir. E a fabricante japonesa ressentiu-se. Tanto que até perdeu o primeiro lugar em Portugal.

Depois do sucesso da nova versão do Leaf, a chegada ao mercado do Tesla mais “barato” fez mossa nas vendas da Nissan. Com muitas unidades pré-vendidas, o 3 da fabricante liderada por Elon Musk disparou. No final do primeiro semestre, e pela primeira vez, a Tesla tornou-se na marca mais vendida no mercado nacional entre os elétricos. E a liderança manteve-se no final do mês seguinte. Dos 4.452 veículos registados até 31 de julho, 1.255 foram da marca norte-americana, que só em julho vendeu mais 112 unidades. A Nissan caiu para o segundo lugar, registando um total de 1.166 unidades comercializadas no mercado português nos primeiros sete meses deste ano.

No pódio, mas a assistir à “guerra” pela liderança nas vendas está a Renault. A fabricante francesa, que lidera as vendas globais de automóveis em Portugal há mais de duas décadas, está em terceiro no que toca aos elétricos, mas a grande distância. Os dados da ACAP mostram que vendeu, só este ano, 696 unidades, sendo o Zoe a estrela da fabricante francesa.

Atrás da Renault surge a BMW, com 335 veículos elétricos comercializados, liderando assim entre as marcas premium, isto numa altura em que a Audi e a Mercedes começam a entrar à série neste mercado. A Audi com o e-Tron, a Mercedes com a EQ Power, que irá arrancar com o EQC, ambas apostas de peso já que são SUV. Quem já tem um SUV destes é a Jaguar, o I-Pace. Vendeu 286 destes elétricos.

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Publicado no Verdesobrerodas



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