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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Fiat 500 Jolly sobrevive à eletrificação


O Fiat 500 Jolly Icon-e da Garage Italia vai de encontro a uma das mais recentes tendências no mundo dos clássicos e do restomod — eletrificá-los. Até já o vimos a nível oficial, como por exemplo, no Jaguar E-Type Zero, uma conversão “eletrizante” do incontornável desportivo britânico.

Para os que não conhecem, o Fiat 500 Jolly original era uma conversão do Nuova 500 numa espécie de buggy para a praia, obra da Carrozzeria Ghia e produzido entre 1958 e 1974. Na transformação de Nuova 500 para 500 Jolly, este perdia o teto rígido (um toldo para proteger do sol estava no seu lugar), as portas e os bancos passavam a ser em vime.

Não se sabe ao certo quantas unidades foram produzidas, mas são consideradas altamente colecionáveis, com preços a refletir esse estatuto, na casa das várias dezenas de milhares de euros.

Tendo isso em consideração, o Fiat 500 Jolly Icon-e da Garage Italia — cujo dono é Lapo Elkann, irmão de John Elkann, presidente da FCA e Ferrari, e neto de Gianni Agnelli, L’Avvocato, o histórico presidente do ex-Grupo Fiat —, não começou por ser um 500 Jolly original, mas sim, começou por ser um Nuova 500 regular.

De acordo com a Garage Italia, apesar da perda do teto e portas, a rigidez torcional foi mantida graças à instalação de uma célula de segurança. Também o para-brisas manteve a totalidade da sua moldura, reforçada para esta ocasião, ao contrário dos 500 Jolly originais, que apresentavam um para-brisas cortado no topo.

No interior, os instrumentos analógicos deram lugar a um ecrã de 5″; os bancos em corda natural, são feitos à mão; os pneus provêm da linha Vintage da Michelin.

Claro que o destaque do Fiat 500 Jolly Icon-e passa pela substituição do característico bi-cilíndrico arrefecido a ar por um motor elétrico desenvolvido em colaboração com a Newtron Group. 

Infelizmente não foram avançados mais dados técnicos sobre o seu novo grupo motriz — potência, bateria, autonomia, etc, mas o que sabemos é que o motor elétrico foi acoplado à caixa manual de quatro velocidades do modelo original.

“Sabemos que as pessoas ainda adoram carros históricos, mas que alguns desses carros seriam difíceis de conduzir. Por isso, quisemos tornar esses veículos, que ainda continuam a excitar gerações inteiras, usáveis, trazendo a assinatura de qualidade, estilo e filosofia da Garage Italia”. Carlo Borromeo, diretor da Garage Italia Style Centre 

Não é a primeira vez que a Garage Italia decide revisitar o Fiat 500 Jolly. O ano passado, para comemorar o 60º aniversário do Fiat 500 Jolly Spiaggina, elaborou uma recriação contemporânea, com base no Fiat 500 atual — o 500 Spiaggina.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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