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domingo, 11 de agosto de 2019

Autonomia, conectividade, eletricidade e o compartilhamento devem ser os pilares da mobilidade do futuro


Entender como nós vamos nos locomover no futuro é a “pergunta de um milhão de dólares”, define Andrea Kollmorgen, VP de eMobility da Siemens.

A executiva alemã liderou o painel sobre o assunto no Siemens Fórum 2019, que aconteceu nesta semana em São Paulo, e conversou exclusivamente com Autoesporte.

Kollmorgen deixa claro que não existe uma solução única para pensar a mobilidade do futuro. Uma das apostas da Siemens é uma solução integrada que contempla quatro pilares: a autonomia, a conectividade, a eletricidade e o compartilhamento.
Mas uma pergunta se levanta: será que os motoristas querem esta realidade? “As pessoas precisam ter opções”, ela crava. "Você não pode simplesmente proibir motores a combustão em uma cidade. Você precisa prover um portfólio de opções. Dizer: ‘sem mais motores a combustão, mas aqui estão as alternativas".


Para que os usuários se adaptem ao novo mundo da mobilidade, a executiva aponta que o desenvolvimento da tecnologia e de alternativas “convenientes, seguras e confiáveis” não é tudo: também são necessários tempo, campanhas e iniciativas de conscientização.


Além disso, um outro stakeholder essencial precisa ser envolvido: os estados. “Os governos são players importantes em tudo isso, tanto para dar início e subsidiar quanto ocupar um papel ativo de longo prazo no engajamento destes projetos”, Kollmorgen enumera. Mas a executiva lembra que nem todos as administrações públicas estão preparadas para enfrentar o desafio que é pensar em uma mobilidade integrada e conectada.


 “Tipicamente, em governos, existe alguém responsável por energia, outra pessoa por mobilidade. E agora eles precisam conversar, tomar decisões juntos, até investir juntos. Mas estados não são formatados para isso”. De acordo com a executiva, tempo e uma comunicação aberta e honesta desde o princípio é o necessário para que governos não fiquem na defensiva em relação às novas tecnologias.


Outra frente na qual o sistema de mobilidade precisa da ajuda de governos é a da proteção da cibersegurança. Em um mundo conectado e com vazamentos de dados frequentes, colocar todo o sistema de transporte — incluindo os dados de locomoção dos indivíduos — na nuvem gera desconfianças. “Nós precisamos dos legisladores conosco desde o dia um para que tudo seja garantido. É algo que não pode ser apressado. Se você não tiver a abordagem correta para a cibersegurança desde o começo, você não vai poder voltar atrás”, conclui Kollmorgen.

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Publicado no Verdesobrerodas



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