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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Lançada em Lisboa empresa de partilha de scooters elétricas


Acaba de ser lançada em Lisboa uma nova empresa de partilha de scooters elétricas. A empresa chama-se Wyze Mobility e vai concorrer com a eCooltra e com a Acciona neste mercado da economia da partilha.

As primeiras 60 motas da Wyze já estão disponíveis para serem utilizadas em Lisboa, mas a empresa já tem em território português outras 200 motas na calha para serem postas a circular ao longo das próximas semanas.

O serviço funciona de forma semelhante ao da concorrência: as motas disponíveis — com “cilindrada” equivalente a 50 centímetros cúbicos — são apresentadas num mapa disponível na app da Wyze, sendo o preço cobrado 25 cêntimos por cada minuto de utilização, menos um cêntimo do que o praticado pela concorrência. Cada mota disponibiliza dois capacetes e a empresa está a oferecer os primeiros 20 minutos de utilização aos novos utilizadores.

Tiago Silva Pereira é o empreendedor por detrás desta nova empresa, tendo recorrido a “capital pessoal e a alguma alavancagem da banca” para lançar as primeiras operações. O projeto começou a ser idealizado há dois anos, tendo o negócio arrancado oficialmente apenas no início deste mês de julho, contou, em conversa com o ECO.

“A missão é claramente oferecer um serviço de mobilidade partilhada que começa nas scooters elétricas, mas que quero que se comece a expandir”, afirmou. Apostar também na nova moda das trotinetas é uma hipótese que está a ser estudada, assim como expandir a empresa para outras cidades, como Porto e Coimbra. “A minha ambição é claramente não me cingir a serviços de mobilidade partilhada através de motas”, sublinhou, apontando para uma eventual expansão internacional no futuro.

Para rentabilizar ainda mais o investimento, a intenção é “transformar as motas em plataformas publicitárias”. A empresa quer pôr publicidade nos veículos, tornando-os numa espécie de anúncio ambulante. “Temos uma parceria com a Galp. A Galp vai estar presente nas nossas motas e nos nossos capacetes”, revelou.

Atualmente, a Wyze Mobility empresa sete pessoas e quer contratar “mais gente” para a área logística. Como fornecedores principais, a startup recorre a tecnologia que está a ser desenvolvida pela GoWithFlow, uma empresa que comercializa a tecnologia do CEiiA, o conhecido centro tecnológico de matosinhos. As motas são da marca alemã Unu.

Tiago Silva Pereira viu uma oportunidade de negócio numa alternativa mais amiga do ambiente. Agora, o objetivo é “capitalizar fortemente” o conceito de pegada ecológica. “Acumulamos créditos em função disso”, explicou. “Cada viagem que for feita vai gerar uma poupança de CO2 [que não é emitido] e que vai ter uma conversão direta em moeda virtual”, acrescentou.

Como tal, a empresa quer usar a nova plataforma Ayr, desenvolvida pelo CEiiA, que é uma espécie de moeda virtual que vai poder ser transacionada, explicou: “Cada quilograma de CO2 [dióxido de carbono, um gás com efeito de estufa] equivale a 10 ayr, que podem ser convertidos em minutos grátis”, indicou. Tudo para “contribuir de forma decisiva para a descarbonização do ambiente”.

Questionado sobre se a empresa obteve uma autorização da Câmara Municipal de Lisboa para operar, Tiago Silva Pereira disse que a empresa “não precisa de nenhuma autorização” da autarquia. Mas garantiu que todo o trabalho tem sido feito com o conhecimento do município, através do gabinete do vereador da mobilidade, Miguel Gaspar, informação confirmada pelo ECO junto da assessoria do autarca.

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Publicado no Verdesobrerodas



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