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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Vendas de ônibus elétricos cresceram cerca de 32% em 2018


Sem emissão de gás carbônico, menos trepidação, poluição sonora reduzida, menores custos operacionais e de manutenção a longo prazo. Tudo isso faz parecer que a troca de ônibus a diesel para modelos elétricos seja uma decisão fácil e, preferencialmente, imediata. Entretanto, apenas uma parte minúscula da frota global é elétrica.

Apesar de as vendas terem crescido cerca de 32% no ano passado, somente 17% dos ônibus em circulação no mundo são desse tipo. O mais impressionante é que 99% desses veículos estão na China, com outros países muito longe de alcançarem essa marca.

A China abriga a maior parte da produção de veículos elétricos no mundo e tem um forte incentivo estatal para eletrificar suas frotas, tanto de transporte público como privado e comercial. O governo dá incentivos fiscais àqueles que fazem a troca e também promove metas para de substituição para as construtoras.

Outros países, como Estados Unidos e Brasil, já adquiriram alguns desses veículos, principalmente para teste, mas nem sempre obtiveram bons resultados. Segundo o portal Wired, ônibus elétricos testados em Belo Horizonte (MG) tiveram problemas em subir ladeiras estando cheios de passageiros, por exemplo.

A necessidade muito variável de recarga também apresenta problemas. Os ônibus elétricos atuais conseguem fazer cerca de 360 km por carga, dependendo de condições climáticas e topográficas. Isso significaria uma recarga nova a cada dia em uma rota curta em cidades de alta densidade, segundo o Wired.

Para ter ônibus elétricos é necessário adquirir todo o sistema que funciona com eles, incluindo estações de recarga. Elas são muito caras, cerca de US$ 50mil pela mais básica, fora custos de construção, aquisição de lotes, e — é claro — toda a modificação de infraestrutura elétrica que uma cidade precisa para abastecer as frotas.

Enquanto a necessidade de conversão para veículos "limpos" se faz presente principalmente para a redução de emissão de gases, ainda falta muito para que isso seja viável. No momento, as prioridades são a otimização desses veículos, a redução dos custos de produção e os estudos de implementação. 

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Publicado no Verdesobrerodas



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