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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Objetivo de Luxemburgo é atingir uma frota de ônibus 100% elétrico


Depois dos três ônibus 100% elétricos que já circulam na cidade do Luxemburgo há meio ano, oito novos veículos preparam-se para ser introduzidos ainda este mês na capital. 

E no futuro o objetivo é mesmo atingir uma frota de ônibus "100% elétrica" refere Patrick Goldschmidt, conselheiro do DP (partido da atual coligação governamental) para as questões da mobilidade à edição francesa do Luxemburger Wort. 

Com a introdução da gratuitidade dos transportes públicos prevista para março de 2020 no Grão-Ducado, o executivo prevê ao mesmo tempo ver-se livre do diesel nos próximos anos, pelo menos no que respeita aos ônibus. 

O mesmo já tinha sido referido pelo ministro da Mobilidade e Obras Públicas, François Bausch, ao Contacto na semana passada. Segundo Bausch, a "reforma do sistema de "ônobus" arrancará no próximo ano,  e o "o objetivo é ter uma rede destes veículos com zero emissões" [100% elétrica] até 2030."
A mudança do diesel para a mobilidade elétrica é um dos objetivos ambiciosos do executivo grão-ducal que destinou quase 16 milhões de euros do orçamento de 2019. Cerca de 13 milhões foram já utilizados para a compra de veículos do serviço de ônobus da capital. Ao mesmo tempo, o governo dispõe de 3 milhões de euros do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional para a aquisição de veículos elétricos. 

Mas já é possível ver alguns destes veículos a circular na cidade do Luxemburgo desde fevereiro de 2017. Aos cinco ônobus híbridos que começaram a transportar passageiros nesta altura foram-se juntando outros, sendo que atualmente há cerca de uma dezena destes a circular nas linhas AVL.

A segunda fase da reforma da rede de ônobus públicos arranca ainda este mês de junho, em que "três ônobus 100% elétricos irão circular na capital, refere Patrick Goldschmidt. Ao mesmo tempo, o City Shuttle, um veículo sem condutor 100% elétrico continua a circular na zona de Pfaffenthal desde setembro de 2018, incluindo aos fins de semana. 

Em maio, o Luxemburgo submeteu uma proposta para fundos europeus para a aquisição de três novos ônobus 100% elétricos que carregam baterias durante a noite. Outras duas se seguiram, uma para a compra de pelo menos dez veículos recarregáveis nas estações terminais e outra para a compra de 14 ônobus articulados híbridos (eletricidade mais diesel).   

Recentemente, o Luxemburgo propôs aos ministros europeus dos Transportes, reunidos no Grão-Ducado, a introdução de uma taxa europeia sobre o principal combustível utilizado na aviação, o querosene, com o objetivo de combater as alterações climáticas e melhorar a qualidade do ar na União Europeia. A ideia não é totalmente nova mas ganhou recentemente força com a criação de uma petição civil europeia exigindo que as companhias aéreas paguem a sua quota parte do que poluem, tal como já acontece para o caso da gasolina e gasóleo nos veículos automóveis. 

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Publicado no Verdesobrerodas



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