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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Fernando de Noronha egulamenta veículos elétricos


O projeto Noronha Carbono Zero, lançado em 2013 com previsão para cumprir a meta em cinco anos, ou seja, começa a ser implantado no próximo sábado (8) no arquipélago de Fernando de Noronha. 

Neste dia será publicado o decreto-lei, que regulamenta a entrada, permanência e saída de veículos elétricos e estabelece os critérios de compra e uso dentro da ilha. O documento, inclusive, já foi assinado pelo governador Paulo Câmara na última quarta-feira (5). 

A segunda etapa será a proibição da entrada de veículos à combustão em Noronha, a partir de 10 de agosto de 2022. A terceira e última etapa acontece a partir de 10 de agosto de 2030, quando será proibida a circulação e permanência de todos os veículos movidos a gasolina, álcool e óleo diesel, com exceção de embarcações, aeronaves, tratores e outros destinados a puxar ou arrastar maquinaria, executar trabalhos de construção ou de pavimentação, serviços portuários e aeroportuários.

“Essa vedação é necessária porque hoje não temos alternativas para embarcações, aeronaves e tratores e a proibição desses veículos movidos a combustíveis inviabilizaria o funcionamento da ilha. Mas o objetivo é que, a partir do surgimento de novas tecnologias, como de repente aeronaves elétricas, essa permuta vá sendo feita”, justificou o administrador da ilha, Guilherme Rocha. Na prática, o decreto-lei institui que a partir de 2030 todos os veículos à combustão sejam retirados de Fernando de Noronha, quando deve ser zerada a emissão de carbono na ilha. 


Com uma frota de 1.420 veículos automotores, sendo 544 carros particulares, para uma população de 3,8 mil moradores permanentes, o decreto-lei estabelece os critérios para liberação das autorizações para aquisição de veículos elétricos.

Neste primeiro momento, a administração vai conceder 130 autorizações ecológicas para quem quiser obter um veículo nas especificações ambientalmente corretas, sendo 100 para pessoas físicas e 30 para pessoas jurídicas. “Quem tem direito à compra de veículo elétrico em Noronha é o morador permanente que possua carteirinha, sem débitos e regularizados com a administração. No caso das pessoas jurídicas, precisam estar com o alvará de funcionamento regularizado e em dia com a administração”, explica Guilherme Rocha. 

Os interessados nos veículos elétricos terão um prazo de entrega da documentação entre os dias 10 de junho a 10 de julho, no Controle de Veículos e Embarcações (CVE), no Palácio São Miguel. Após este período, será divulgada a lista com os nomes contemplados. "O nosso objetivo é zerar a emissão do carbono na ilha até 2030, conforme as premissas do Noronha + 20, que são regidas pela sustentabilidade em diversas áreas da gestão pública.

Noronha Carbono Zero, através dos carros elétricos, é apenas o início de novas opções sustentáveis para a mobilidade e a matriz energética da ilha”, coloca Rocha. Como uma forma de incentivar a população na aquisição dos novos automóveis, a administração da ilha vai custear o frete dos veículos ecológicos no trecho Recife-Fernando de Noronha, e dos carros à combustão no trecho Noronha-Recife. “Quanto ao preço dos veículos, vai variar de acordo com a montadora”, disse o administrador da ilha. 

Foram cedidos pela Renault Brasil seis automóveis, de três modelos, Zoe (três), Twizy (dois) Kangoo (um), e quatro carregadores para uso oficial da Administração Distrital em regime de comodato. Os veículos têm autonomia que variam de 100 a 300 quilômetros, dependendo do modelo, com recarga das baterias que duram em média 1h40 para atingir 80% carga total. “Essa é mais uma iniciativa da Renault do Brasil visando trazer soluções de mobilidade sustentável. Para nós é uma honra estarmos presentes em Fernando de Noronha, que é um símbolo de preservação ambiental no Brasil e no mundo”, afirma o presidente da Renault Brasil, Ricardo Gondo.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Diário de Pernambuco conteúdo

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