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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Eletrificado SF90 Stradale da Ferrari gera até 1000 cv de potência


A escuderia italiana se rendeu e apresentou o SF90 Stradale, um supercarro que é capaz de gerar até 1000 cv de potência, utiliza o mesmo nome SF90 do carro da Fórmula 1 da temporada 2019, guiado por Sebastian Vettel e Charles Lecler. O número "90" ainda é uma forma de homenagear os 90 anos da Scuderia Italiana.

É descrito pela empresa como um modelo que traz "uma ligação forte as Ferraris de pista e de rua", permitindo que possa "usar todo o conhecimento adquirido nas competições em seus carros de rua." Adota o motor 3.9 V8 biturbo, que recentemente foi escolhido como melhor motor de 2018. 

É o mesmo usado na F8 Tributo, mas com a potência elevada, passando dos 720 cv para 780 cv. Trabalha em conjunto com outros três motores elétricos, que geram mais 220 cv. A fabricante diz que, no caso da SF90, a potência combinada é a soma dos quatro propulsores sem qualquer perda, alcançando os 1.000 cvs.

Um dos motores elétricos é um MGU-K (Motor Generator Unit Kinetic), semelhante ao da Fórmula 1, recuperando energia cinética para que seja reaproveitada nas acelerações. No caso do esportivo de rua, ele fica localizado entre o motor a combustão e a transmissão, na mesma altura que o eixo traseiro. Os outros dois motores elétricos ficam nas rodas dianteiras e são os únicos a trabalhar ao colocar o carro no modo 100% elétrico eDrive. Ele pode andar entre 25 km/h e 135 km/h, sem usar o motor a combustão. 

Entre as escolhas de utilização do motor está o modo Hybrid, a opção padrão ao ligar o veículo e que combina todas as motorizações para alcançar o máximo de eficiência. O sistema de controle escolhe se é mais adequado ligar o V8 ou desativá-lo para usar os geradores elétricos, sempre procurando a melhor performance possível.

No modo Performance, o V8 está sempre ligado para carregar as baterias de 7,9 kWh e, sempre que possível, usa a força elétrica. Por fim, o modo Qualify dá prioridade total ao desempenho e usa os 1.000 cv de forma constante. A caixa automatizada com dupla embreagem e 8 marchas recebeu uma nova relação, melhorando a eficiência e reduzindo o consumo de combustível em até 8%, porém, sem perder sua eficiência nas pistas. Ainda perdeu a marcha ré, usando apenas os motores elétricos para fazer a manobra.

Outras tecnologias inovadoras incluem o controle de estabilidade chamado eSSC, que permite gerenciar a distribuição de torque para as rodas em qualquer situação. O controle de tração eletrônico (eTC) otimiza a força entregue pelo V8 e pelos motores elétricos para as quatro rodas.

Os freios usam um sistema brake-by-wire com ABS, para ajudar na regeneração de energia nas frenagens e melhorar o desempenho dos freios. Por fim, tem vetorização de torque, distribuindo a força entre as rodas nas curvas. Usar o nome do carro da F1 não é tão simples, pois a SF90 Stradale terá que ter um desempenho próximo. 

E a Ferrari diz que o esportivo entrega, não só por seus 1.000 cv (mesma potência do modelo da F1), como também por sua performance. Com velocidade máxima de 340 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, é um carro que não só faz jus ao nome que carrega, como também nos faz lembrar que a Ferrari é uma fabricante que nasceu nas pistas.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Correio do Estado conteúdo

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