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segunda-feira, 10 de junho de 2019

EDP testa sistema inteligente de carregamento de veículos elétricos


Ter a bateria do carro elétrico quase a terminar e não saber se conseguiria carregá-la era, até há pouco, uma preocupação diária” para Paula Antunes. Os postos de carregamento de rua poderiam estar ocupados, como acontece frequentemente, ou mesmo avariados. “Ficava um bocado angustiada se não tinha onde carregar o carro e tinha de sair no dia seguinte”, admitiu a professora de Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa.

“Agora é um descanso”, diz com algum alívio. Paula Antunes é uma das pessoas que participam num projeto-piloto da EDP que permite a instalação de um sistema de carregamentos para automóveis elétricos em condomínios, com a particularidade de os custos serem imputados apenas ao responsável pela wallbox que a está a utilizar.

Há cerca de três meses que Paula Antunes tem a facilidade de poder carregar o automóvel na garagem do seu prédio em Lisboa, através deste mecanismo, pelo que não hesita em considerar a “comodidade” como a palavra-chave no momento de escolher este sistema, que estará disponível no mercado em breve.

Sendo uma pessoa que se preocupa com as questões ambientais, “comprar um carro elétrico não foi tanto a pensar no que poderá vir a poupar financeiramente, mas em ter um veículo menos poluente”, esclarece. A professora universitária acredita que o futuro da mobilidade urbana, a mais longo prazo, “até passa por não se ter automóvel particular, mas, por agora, o carro elétrico é a resposta mais eficiente a curto prazo para o transporte individual”.

A EDP, enquanto entidade empenhada em promover a mobilidade elétrica, está apostada em facilitar o serviço de carregamento, essencial para a expansão da mobilidade elétrica. “Este é um projeto-piloto entre os muitos que estamos a iniciar na área para incentivar a mobilidade elétrica”, observa o administrador da EDP Comercial, Antônio Coutinho.

“Estivemos a analisar o percurso de um cliente, desde a escolha do seu carro até à instalação do carregador, e depois a operação desse carregador. A ideia foi identificar quais as coisas que preocupavam a pessoa e que a impediam, ao longo dessa jornada, de se tornar um cliente de mobilidade elétrica”, explicou o administrador.

O administrador da EDP Comercial explicou que, após essa análise, o primeiro passo foi a criação de uma aplicação, a EDP EV.X. “O que esta aplicação faz é ajudar os clientes a perceber quanto podem poupar com um carro elétrico e, mais do que isso, quais são as suas necessidades de carregamento de acordo com a sua utilização do carro a gasolina ou a gasóleo. Isso permite logo perceber se o problema da autonomia é um problema real ou não”, observou.

Segundo Antônio Coutinho, os resultados da aplicação mostraram que “a autonomia não é um problema para a maioria das pessoas”. “Depois fizemos um carregador específico para casas unifamiliares. O que este instrumento faz é controlar o carregamento conforme a disponibilidade e a capacidade de consumo da própria casa, para garantir que o cliente não tem de aumentar potência contratada e com isso poupar logo”, explicou.

Seguiu-se, por sua vez, a solução para quem vive em condomínios: “Permite que a pessoa com o seu telemóvel abra uma sessão e carregue o carro. Ao fechar a sessão dá-se uma transação automática entre a pessoa e o condomínio.” Quanto à faturação há o “aluguer associado ao carregador”, e depois é pagar ao condomínio pela energia consumida.

O projeto-piloto serve para comprovar o funcionamento da tecnologia, assim como para perceber onde poderá ser possível melhorar. “Estamos a terminar neste momento a app que vai permitir que este processo de utilização seja o mais simples possível”, exemplificou.

Antônio Coutinho realçou que há também uma solução para quem tem um carregador.“Não é necessário ter esta caixa, é necessário ter uma parte da tecnologia associada a esta caixa, que o que faz é permitir fazer este pagamento de transações, ligar o carregador – que muitas vezes vem da própria marca –, ligá-la às instalações do condomínio e, depois, garantir que há uma medição dessa energia e uma transação entre o condômino e o condomínio.”

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Motor 24 conteúdo

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