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terça-feira, 14 de maio de 2019

Proposta para inovar sistema carregamento de veículos elétricos


Para João Paquete, criador da plataforma, a ideia é simples - «queremos ser um gênero de Airbnb para carregadores de veículos elétricos», conceito que o sócio Sérgio Almeida explica melhor. 

«Esta será uma rede de carregadores privados que podem ser partilhados, gerando receita para os donos desses postos». Isto porque o Chargesurfing, que foi apresentado durante o ENVE (Encontro Encontro Nacional de Veículos Elétricos), vai permitir aos donos dos postos, definidos na plataforma como Hosts, cobrarem uma comissão por carregamento, que vai ser adicionada à comissão da Chargesurfing e ao valor efetivamente gasto na energia.
«Não vamos cobrar pela energia», garante Sérgio Almeida, «a plataforma tem um sistema de gestão integrado que garante que o valor consumido no posto do Host seja transferido para o utilizador».

Quando questionado sobre as limitações legais em Portugal, que obrigam a que postos em espaços de acesso público estejam ligados à rede Mobi.e e que apenas os comercializadores de energia registados possam vender energia, Sérgio Almeida explica «não vamos vender energia, apenas prestar um serviço em que o Host é compensado pela energia que cedeu», acrescentado que «é por isso que ao utilizador vai ser apenas cobrado os quilowatts hora (kWh) efetivamente consumidos e ao preço que o comercializador de energia cobra ao Host». Quanto ao acesso aos carregadores, Sérgio Almeida explica que «não vai existir qualquer obrigatoriedade de ligação à rede Mobi.E porque estamos a falar de postos de carregamento em espaços privados de acesso privado».

A startup portuguesa dá exemplos de possíveis locais para instalar estes carregadores: restaurantes, stands e/ou oficinais de automóveis, parques empresariais, hotéis, parques de campismo, empresas, supermercados com parques privados, parques de estacionamento, espaços privados de municípios, escolas e ginásios. A Chargesurfing garante ainda que até tem uma solução para transformar lugares de estacionamento privados de acesso público, como parques abertos de superfícies comerciais, em lugares privados de acesso privado: um gênero de barra metálica instalada no chão à entrada do lugar, que abre apenas para os utilizadores da plataforma. 

Os responsáveis pelo Chargesurfing garantem que a plataforma suporta um grande número de carregadores já instalados: bastam que sejam compatíveis com o protocolo OCPP. A plataforma tem por base uma app, onde os utilizadores vão poder encontrar os postos disponíveis através de um mapa, reservar o espaço de carregamento por algum tempo e iniciar o carregamento. Bastará apontar a câmara do smartphone para um código de barras presente no carregador para estabelecer a ligação e iniciar o carregamento. No final do carregamento será descontado, via cartão de crédito associado à app, o valor total do carregamento que resultará da soma de três parcelas: valor da energia consumida (o mesmo que é cobrado pelo operador de energia ao Host) e as duas comissões indicadas. 

Segundo os responsáveis, o Host terá acesso a um sistema de gestão muito completo que lhe permite verificar todos os aspetos relacionados com a utilização dos postos e até acesso a um gestor financeiro com capacidade para emitir faturas. O sistema, garante Sérgio Almeida, é totalmente parametrizável para que os Hosts possam definir variáveis como valor da comissão, possibilidade de agendamento de carregamentos, custo do agendamento, tempos máximos de utilização e custos extra para quem deixa o carro estacionado no lugar de carregamento após a carga estar concluída.
  
Para a Chargesurfing, tratam-se de valores muito competitivos que até podem ser mais baixos em função do custo da energia ou se o Host optar por comissões mais baixas. De acordo com as contas de Sérgio Almeida e João Paquete, o investimento num posto de carregamento ligado à Chargesurfing pode ser conseguido de seis meses a um ano. Isto para empresas ou particulares que optarem por instalarem um dos carregadores que a Chargesurfing, cujo custo total de instalação é «em média, 1200 euros» e permitem uma potência de carregamento até 22 kW. Para quem já tem um carregador compatível, os lucros podem ser imediatos, sublinham os empreendedores. 

A Chargesurfing acredita que é uma alternativa viável à rede pública Mobi.E porque «descomplica a instalação, o pagamento e permite melhores serviços tanto para quem detém o posto como para os utilizadores dos veículos elétricos». Sérgio Almeida garante que já tem vários interessados na plataforma, sobretudo de empresas que têm ou pretendem ter frotas de veículos elétricos. 

A este respeito, os fundadores da Chargesurfing dão outro exemplo de utilização: possibilidade de instalar postos de carregamento na casa de colaboradores de uma empresa com a plataforma a garantir que os custos de carregamento associados vão ser transferidos para a empresa. «Deste modo os colaboradores que atualmente têm direito a um cartão de frota para gasóleo poderão passar a usar um carro elétrico sem que tenham de pagar a energia sempre que carregam em casa», remata Sérgio Almeida.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Exame Informática conteúdo

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