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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Em 2030, 40 milhões de veículos elétrificados vão circular na Europa


Portugal está no pelotão da frente para a transição de uma frota maioritariamente a diesel para mais de meio milhão de veículos elétricos em apenas 11 anos, defende a associação de empresas elétricas europeias.

Em 2030, 40 milhões de carros, carrinhas e caminhões elétricos e híbridos vão circular nas estradas europeias. A previsão é da Eurelectric - Associação das Empresas Elétricas Europeias (que integra gigantes como EDP, Enel, Endesa, Iberdrola, EDF, E.ON SE, ESB, Gas Natural Fenosa, entre outras), depois de a União Europeia ter recentemente adotado medidas mais restritivas para as emissões de CO2. São 40 vezes mais veículos movidos a baterias elétricas ou híbridos no espaço europeu, por comparação com apenas um milhão registado em 2018.

Em Portugal, garante a Eurelectric, o salto pode ser igualmente de gigante, de 16 300 veículos elétricos e híbridos hoje em dia para cerca de 655 mil em 2030 (ou seja, 40 vezes mais). "Para chegar lá, têm de ser feitos investimentos enormes de infraestruturas de carregamento. Sem isso, a descarbonização dos transportes via eletrificação está em risco. 

É tempo de os governos nacionais e os reguladores agirem para assegurar uma rede sólida de pontos de carregamento. Irão as autoridades portuguesas agir suficientemente rápido", questiona Petar Georgiev, especialista em mobilidade elétrica da Eurelectric em entrevista ao Dinheiro Vivo.

"A realidade a que hoje assistimos está longe de cumprir as expectativas. Em Portugal existe ainda um número insuficiente de postos públicos de carregamento. Para garantir o conforto dos utilizadores, a legislação europeia recomenda um máximo de dez carros por ponto de carregamento, enquanto em Portugal ainda se assiste a uma média de 12 veículos por cada ponto, de acordo com números da Comissão Europeia."

Ainda assim, o especialista da Eurelectric - que em maio vai lançar um megaestudo sobre mobilidade elétrica a nível europeu - garante que em Portugal há um enorme potencial de desenvolvimento. "Olhando para o mercado de veículos de passageiros na Europa, podemos ver uma grande melhoria em Portugal nas vendas de veículos elétricos e híbridos.

O país registou um aumento de 1,8% em 2017 e em 2018 duplicou esse valor, para mais 3,4%. Isto faz de Portugal o quarto país da Europa onde mais elétricos se vendem. Só isto já põe Portugal no bom caminho da mobilidade elétrica", disse Georgiev.

Além disso, sublinhou ainda, "Portugal tem muita produção de energia renovável que pode ser integrada nestes veículos elétricos, o que é uma vantagem". Sobre o fato de as vendas de veículos ligeiros a diesel em Portugal ainda serem superiores às restantes categorias (ainda que por uma margem cada vez mais pequena), o conselheiro da Eurelectric garante que o país "tem uma das maiores capacidades para alterar a sua frota do diesel para o elétrico". "Mudar a frota de um país de uma maioria de carros a diesel para carros elétricos não se faz de um dia para o outro. E também depende muito de os fabricantes de automóveis reduzirem gradualmente a sua produção e venda de carros a diesel e respetivas emissões, substituindo por modelos elétricos na sua oferta."

Para isso, a União Europeia deu uma espécie de "empurrão" e fez aprovar uma nova legislação que atribui "supercréditos" aos fabricantes e incentiva-os a cumprirem as metas de emissões de CO2. "Em 2020, se um fabricante pôr no mercado um veículo com emissões inferiores a 60 gramas de CO2, equipado com baterias elétricas, esse veículo conta a dobrar, como se a marca tivesse vendido dois veículos não poluentes."
  
Com isto, garante a Eurelectric, veremos cada vez mais modelos elétricos a chegar ao mercado europeu a partir de 2020, por via da mudança da legislação. "Será um cenário para depois de 2030: se quisermos ser ambiciosos, podemos falar em 25% a 30% de toda a frota automóvel na Europa eletrificada por essa altura. Mas em Portugal o processo está a andar mais rápido, acima da média europeia. A infraestrutura existe e está operacional. Faltam é mais veículos elétricos nas estradas", refere Petar Georgiev.

Ao governo português, o especialista da Eurelectric deixa um último conselho: apostar na eletrificação dos ônibus. "É um bom começo. Apesar de ser um investimento grande inicial, depois compensa a longo prazo. A União Europeia ditou que existam 51% de ônibus elétricos até 2030."

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Diário de Notícias conteúdo

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