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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Nova bacteria poderá dar autonomia de mais de 1.000 km aos VEs


Em desenvolvimento no laboratório alemão da empresa, a nova bateria da Innolith Energy será capaz de alimentar um Veículo Elétrico (EV) durante 1.000 km com uma única carga. Adicionalmente a empresa prevê que os custos de produção desta bateria serão mais baixos, pelo fato de serem evitados elementos raros.

Além das vantagens de custo e autonomia, a bateria da Innolith Energy poderá vir a primeira bateria não inflamável à base de lítio para uso em carros elétricos. 

A bateria do Innolith usa um eletrólito inorgânico não inflamável, ao contrário das baterias convencionais de EV que usam um eletrólito orgânico e inflamável. A mudança para baterias não inflamáveis ​​remove a principal causa dos incêndios das baterias que pontualmente têm atrapalhado a imagem dos fabricantes de veículos elétricos.

“A revolução dos elétricos está atualmente frustrada pelas limitações das baterias disponíveis”, explica Sergey Buchin, CEO da empresa. “Os consumidores querem uma autonomia adequada às suas necessidades com uma única carga, num veículo elétrico acessível e com a confiança que não tem riscos de incêndio na tecnologia das baterias. 

Potencialmente a nossa tecnologia pode responder positivamente a estes objetivos.”
A empresa afirma ter fabricado a primeira bateria recarregável de 1.000 Wh / kg do mundo. (Watt-hora por quilograma é uma unidade de medida habitualmente usada para descrever a densidade de energia em baterias).

Por comparação, as baterias que a Tesla usa no Model 3 - as chamadas “2170” – têm uma densidade estimada de 250 Wh por kg, admitindo a empresa que pode esticar este valor para os 330 Wh por quilograma de peso da bateria. Ainda em laboratório investiga-se a possibilidade de puxar este limite para 500 Wh por quilo. Se as alegações da Innolith se vierem a confirmar no mundo real, a sua bateria de alta densidade pode revolucionar a tecnologia atualmente utilizada.

A Innolith planeja iniciar uma produção piloto na Alemanha seguida de parcerias com empresas automóveis e fabricantes de baterias, isto numa janela de desenvolvimento com três a cinco anos. A maioria dos carros elétricos atuais é alimentada por baterias de íon de lítio “húmidas”, que usam eletrólitos líquidos para movimentar a energia. As baterias de estado sólido têm células feitas de material condutor sólido e "seco", mas essa tecnologia ainda está presa no laboratório e não chegou à produção.

Outros, como o fabricante de carros elétricos Fisker, estão a desenvolver esforços na tecnologia de baterias de estado sólido, tecnologia que segundo a empresa poderá permitir autonomias de até 800 quilômetros. Recentemente também correram notícias que a Tesla estaria a procurar empresas com know-how neste tipo de baterias sólidas.

A Innolith já comprovou o caráter inovador de baterias recarregáveis ​​inorgânicas não inflamáveis ​​com o seu primeiro produto, uma bateria Power Grid-Scale que é usada hoje numa rede elétrica de distribuição da empresa PJM (EUA) para fornecer serviços de regulação rápida de frequência.

A química usada nesta bateria provou conseguir operar corretamente em 55.000 ciclos completos de descarga, o que é entre 10 e 100 vezes o número máximo de ciclos de baterias Li-ion em uso atualmente. Até ao momento a empresa não informou sobre o processo de reciclagem das suas baterias após o fim do ciclo de vida.

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Publicado no Verdesobrerodas



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