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segunda-feira, 18 de março de 2019

VE e autônomo finlandês tem capacidade para 16 pessoas


É pequeno, totalmente elétrico, leva 10 pessoas sentadas e seis em pé, tem um conceito modular e apregoa ser o primeiro ônibus autônomo do mundo que circula em todo o tipo de condições climatéricas – neve, chuva intensa e nevoeiro. “Os veículos autônomos atuais simplesmente não conseguem circular com muito mau tempo e, na Finlândia, está quase sempre mau tempo”. 

Quem o diz é Harri Santamala, o engenheiro e empreendedor finlandês que criou em 2015 a Sensible 4, uma empresa que junta uma especialista que trabalham desde os anos 1980 em projetos de veículos autônomos na terra do Papai Noel (Lapland) e dos “finlandeses voadores” dos ralis. 

A startup que fornece sistemas autônomos que podem ser integrados em qualquer tipo de veículo juntou-se à MUJI, empresa japonesa de design com o lema “zen comercial” que vende acessórios, roupa e produtos para a casa e, em pouco mais de um ano criaram o Gacha, o shuttle autônomo de raiz (não há espaço para condutor). 

O designer admite que a ligação da empresa ao projeto está relacionada com preocupações sociais. “No Japão temos áreas rurais com população envelhecida, daí termos idealizado um design simples e icônico, que também permite transformar o Gacha num robô ambulante de serviços e permite criar novos modelos de negócio”.

Fukasawa mostrou inclusive algumas imagens do Gacha adaptado a um quiosque com internet, a uma biblioteca, uma farmácia e a uma mercearia, que pode permitir levar serviços importantes a pessoas idosas de zonas dispersas. “Os serviços robotizados vão fazer toda a diferença para os mais velhos no futuro”.

Gacha Neste contexto, Bruno Duarte Eiras, o diretor nacional de Serviços de Bibliotecas, admite ver com bons olhos a chegada deste tipo de novas soluções, em veículos que podem funcionar 24 horas por dia, já que não precisam de condutor. “Hoje já temos bibliotecas itinerantes que servem zonas dispersas que incluem outras soluções, como na Anadia, que inclui uma unidade móvel de saúde no veículo itinerante”, indica. Voltando ao Gacha, tem design igual à frente e atrás, por se poder andar em qualquer sentido.

Criaram, depois, uma espécie de cinto em LEDs à volta do veículo, que é “o que permite uma interação visual e em tempo real com os seres humanos”. Fukasawa admite que, assim, podem colocar cores diferentes, como luzes vermelhas atrás, para mostrar qual o sentido o veículo e lançar alertas a pedestres que se atirem para a estrada, por exemplo. 

O primeiro teste é feito já em abril num bairro da cidade Estoo perto de Helsínquia e é possível fazê-lo de forma aberta graças à legislação finlandesa, a mais permissiva no que aos veículos autônomos diz respeito (daí que a Google esteja a testar por lá o seu serviço de entregas por drones e existem várias empresas de ônibus autônomos a testar soluções).

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Publicado no Verdesobrerodas



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