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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Startup recede investimento milionário para produzir VE e autônomo

Depois de investir em empreendimentos baseados nos motoboys, como a brasileira Loggi, anunciou nesta semana um aporte de 940 milhões de dólares (na cotação atual, cerca de 3,5 bilhões de reais) na startup de delivery autônomo Nuro.Tais negócios, porém, possuem em algo em comum: o uso da tecnologia. Esta é a aposta do SoftBank para recuperar seus bilhões de dólares investidos antes que a fonte de capital se esgote.

Criada em 2016, a Nuro afirma que sua missão é “acelerar os benefícios da robótica para o dia a dia”. Seu primeiro passo é um veículo elétrico e sem motorista para entregas de curta distância com destino ao consumidor final. Esse trecho é conhecido no mercado de delivery como last mile, ou última milha. Hoje, a Nuro possui frotas em estados como Arizona, Califórnia e Texas. De acordo com o site de tecnologia TechCrunch, o veículo autônomo da Nuro pode suportar até seis sacolas de compras. Elas são divididas em dois compartimentos. 
 
Além do potencial de mercado, outro fator que pode ter atraído o fundo bilionário japonês são os fundadores da Nuro. O negócio foi criado por Dave Ferguson e Jiajun Zhu, antigos funcionários da Waymo, divisão de carros autônomos da gigante de tecnologia Google. O negócio possui 300 funcionários, um terço deles com contratos fixos. “O time de qualidade mundial da Nuro conseguiu escalar sua tecnologia de direção autônoma do laboratório para as ruas”, afirmou em comunicado à imprensa Michael Ronen, sócio da divisão de investimentos do SoftBank.

A Nuro usará seu investimento para expandir entregas, adicionar parceiros, contratar funcionários e aumentar sua frota de robôs entregadores e motoristas. Tais movimentos possuem precedentes. Em outubro do ano passado, a Nuro licenciou sua tecnologia para a empresa americana de caminhões autônomos Ike. Em dezembro, a startup fez uma parceria com a varejista americana Kroger e trocou a frota de Toyota Prius autônomos da varejista pela de veículos autônomos próprios da Nuro, batizados de R1, no estado do Arizona.

Em comum a todas essas empresas de delivery, incluindo a autônoma Nuro, está o investimento em tecnologia. Mesmo que não planeje entregadores robóticos, a Loggi investirá em algoritmos que conseguirão antecipar padrões de desvio de rota por conta de condições climáticas e de trânsito, por exemplo. Com isso, notificam o motorista e o consumidor com maior antecedência e melhoram a operação da Loggi.

No lugar de definir a aposta do SoftBank em delivery humanizado ou computadorizado, é mais preciso dizer que seu fundo aposta na tecnologia para o mercado de entrega de encomendas. Até agora, o SoftBank usou metade de seus 100 bilhões de dólares destinados a investimentos em negócios inovadores. O dinheiro poderá secar até 2020. A meta é que ele retorne de algum lado, seja este o das pessoas ou o dos robôs.

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Publicado no Verdesobrerodas



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