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sábado, 8 de dezembro de 2018

VW Caminhões e Ônibus quer atrair fornecedores de VEs


A Volkswagen Caminhões e Ônibus quer replicar o modelo do consórcio modular da fábrica de Resende (RJ) para atrair fornecedores de componentes para a produção de veículos elétricos e híbridos. O grupo mantém conversas com algumas empresas, entre as quais Meritor (eixo e suspensão), Siemens (motores e componentes elétricos) e ZF (transmissões) para criar um complexo específico para os novos veículos. Também espera, no longo prazo, atrair uma fabricante de baterias.

Inaugurada há 22 anos, a fábrica introduziu no País o inédito conceito de consórcio modular, reunindo na mesma área sua linha de produção e sete fabricantes de autopeças - que entregam kits montados de chassi, eixo e suspensão, rodas e pneu, motor e transmissão e fazem pintura, solda e acabamento de cabines.

A montadora já testa pelas ruas de São Paulo dois caminhões elétricos que entregam bebidas em parceria com a Ambev. Transportadores que prestam serviços para a Ambev encomendaram 1,6 mil caminhões movidos a energia para serem entregues até 2023.

A Volkswagen também busca parceria para iniciar, em seis meses, teste com um ônibus híbrido (elétrico/gasolina ou etanol). Os dois veículos foram desenvolvidos no Brasil e, para dar continuidade aos projetos, a empresa contratará mais 100 engenheiros. Hoje, tem 400.

O caminhão elétrico e-Delivery e o ônibus híbrido Volksbus e-flex começarão a ser produzidos em série em 2020. Até lá, a empresa espera ter fornecedores de vários componentes, como motor e eixo. Os caminhões em teste têm motor nacional da Weg e baterias trazidas da China. "Nossa intenção é um dia ter um produtor local de baterias", afirma Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que faz parte do Grupo Traton (reúne também MAN e Scania).

As vendas totais de caminhões até novembro cresceram 50%, para 68,8 mil unidades, e as de ônibus, 27,4%. A Volkswagen, por sua vez, aumentou vendas dos dois segmentos em 51%, para 17,1 mil unidades e 2,9 mil, respectivamente." O executivo espera novo crescimento de vendas de dois dígitos em 2019. A maioria dos executivos do setor trabalha com alta entre 15% e 20%. Apesar da recuperação, a fábrica, que tem capacidade para produzir 80 mil veículos ao ano, ainda opera com 50% a 60% de ociosidade.

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Publicado no Verdesobrerodas



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