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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

BYD não está nada otimista com o mercado brasileiro

BYD, reconhecida como a maior fabricante mundial de veículos elétricos, não está nada otimista com o mercado brasileiro. Ao contrário, a empresa decidiu rever seus projetos e  não pretende trazer mais seus automóveis para cá, a não ser sob encomenda e ainda assim para atender projetos corporativos específicos.

Segundo Adalberto Maluf, diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da montadora chinesa, as regras de tributação definidas com o Rota 2030 decepcionaram e não permitirão maior competitividade de modelos dotados integralmente de motores elétricos.
Com o atual cenário, a BYD tem certeza de que as vendas de elétricos no País crescerão um pouco, mas seguirão marginais diante do mercado total, ainda que Renault, Nissan e General Motors tenham anunciado — e no caso do Renault Zoe já iniciado — a venda de produtos com a tecnologia.

“Crescerá um pouco, mas, basicamente, o mercado continuará o mesmo. É muito difícil, por exemplo, um taxista pagar duas ou até três vezes mais por um carro elétrico. Já tivemos várias propostas de cooperativas de taxistas para constituição de frotas, mas a conta ainda não fecha. A BYD agora espera que o novo governo possa avaliar essa situação”, afirma Maluf.

Foram negociados no Brasil, em 2016, apenas 128 veículos elétricos e híbridos plug-in de apenas três marcas, com o BMW I3, um híbrido plug-in, respondendo por 107 delas, enquanto os BYD T3 e E6 somaram 27 veículos.

No ano passado, o número de marcas que negociaram elétricos aumentou para sete, mas as vendas totais recuaram para apenas setenta unidades. A BYD saltou à frente com 37 veículos, diante das 26 unidades do I3 negociadas.

Em 2018, calcula Maluf, o mercado total ficará ao redor de 150 unidades. No primeiro semestre, somou 75 veículos de seis marcas. A BYD respondeu por 43 deles, enquanto a Renault, com o Zoe, teve 22 unidades emplacadas.

Maluf não esconde sua contrariedade com as regras, que, segundo ele, pelas faixas de peso adotadas para determinar a aplicação das tarifas de IPI, deixam os elétricos em franca desvantagem. “Ficou claro que o MDIC cedeu à pressão das montadoras aqui instaladas e privilegiou os híbridos”, afirma.

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Publicado no Verdesobrerodas
Por AutoIndúsria conteúdo

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