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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Russia "táxi aéreo pessoal" elétrico para 2020


Engenheiros da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia da Rússia, em parceria com a empresa Bartini, apresentaram um primeiro protótipo do que deverá ser essencialmente um drone grande o suficiente para levar pessoas.

A Bartini planeja financiar o restante do desenvolvimento do que ela chama de "táxi aéreo pessoal" para apresentar o veículo ao mercado comercial até 2020.

O táxi aéreo funcionará com três princípios principais: propulsão elétrica, asas móveis e decolagem e aterrissagem verticais.

O quadricóptero decola verticalmente como um helicóptero e depois acelera em um plano horizontal girando seus propulsores perpendicularmente à fuselagem para que ele possa continuar voando como um avião. O pouso ocorre na ordem inversa, operando nos mesmos princípios. "As funções de um quadricóptero, uma asa voadora e um convertiplano foram todas implementadas em nosso veículo elétrico voador," disse Vitaly Salatov, coordenador técnico da equipe.

O protótipo tem a escala de 1:2. O corpo é feito de materiais poliméricos e fibra de carbono, com o aço se restringindo aos eixos dos motores. Estes, por sua vez, são acionados por baterias de lítio. Pesando 60 kg, o protótipo atingiu 200 km/h, operado por controle remoto.

Já a equipe espanhola liderada por María Pilar Borja e José Mata está se concentrando em um carro a hidrogênio. Não parece exatamente uma novidade, sobretudo porque já existem veículos de linha com esse combustível. Contudo, o protótipo está avaliando um novo processo, patenteado pela equipe, que permite a produção, armazenamento e transporte do hidrogênio de forma mais eficiente usando "portadores orgânicos líquidos".
Esses líquidos orgânicos portadores de hidrogênio resultam da combinação entre um silano e um álcool que, na presença de um catalisador, permite a geração de hidrogênio de maneira rápida e controlada. 

Sua principal vantagem é que a produção de hidrogênio é realizada a pressão e temperatura atmosféricas. "É um processo versátil do ponto de vista químico, porque existem muitas combinações de hidrossilanos e álcoois que podem ser usados e os riscos de segurança derivados do armazenamento do gás sob alta pressão são evitados," disse Mata.

O hidrogênio alimenta uma célula a combustível, que produz eletricidade e alimenta os motores elétricos do veículo. "Os resultados que obtivemos nesses testes são muito positivos. Agora, devemos continuar trabalhando para que essa pesquisa atinja o mercado automobilístico. Para isso, nosso próximo desafio será melhorar a eficiência da recuperação do silano inicial, bem como aumentar a quantidade de hidrogênio armazenada neste silano, que nos estudos realizados é de 6% em peso," disse Hermenegildo García, membro da equipe.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Site Inovação Tecnológica conteúdo

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