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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Modelo elétrico da Audi substitui retrovisores por câmaras


A revolução digital de que tanto se tem falado nos últimos anos já se está a fazer sentir em vários setores e o mercado automóvel não é exceção. Nos carros, há elementos bem tradicionais que estão a desaparecer ou, por outro lado, a sofrer algumas transformações.

Os retrovisores passam, agora, a ser digitais, a estar no interior dos próprios carros e a possuir uma câmera no lado exterior.
De acordo com o Business Insider (acesso livre, conteúdo em espanhol), a chegada ao mercado do Audi e-tron será um ponto de inversão que marcará o futuro dos espelhos retrovisores. O e-tron é o primeiro carro elétrico desenvolvido pela Audi: um SUV completamente diferente, uma vez que já incorpora retrovisores digitais.

Em vez dos espelhos retrovisores no exterior do automóvel, passam a existir duas câmeras, uma de cada lado, que reproduzem os movimentos que acontecem na lateral do veículo em tela instalados no interior do carro. Essas telas, OLED (organic light-emitting diode) de sete polegadas, ficam nas portas, mais ou menos ao nível dos habituais retrovisores exteriores, mas no interior do veículo. 

As câmeras contam com uma objetiva grande angular, para que captem toda a informação com maior nitidez e eliminem o chamado ângulo morto. As câmeras possuem, ainda, diferentes modos de uso, como, por exemplo, o modo autoestrada e o modo de estacionamento. Outra das vantagens dos retrovisores digitais é que, em dias de chuva ou de neve, os espelhos já não ficam com as gotas de água que comprometem a visibilidade do condutor. 

Com os retrovisores digitais, espera-se também uma melhoria significativa ao nível da aerodinâmica. A Audi já disse que o e-tron, apenas com este novo elemento, ganhou dois quilômetros extra de autonomia elétrica.

É de esperar que nos próximos anos o retrovisor passe a ser uma câmera, melhor integrada na própria carroceria do carro, e que proporcione uma melhor aerodinâmica, segurança e visibilidade. 

Ainda que a tecnologia utilizada para fabricar estes retrovisores digitais seja mais cara do que a convencional, segundo a publicação norte-americana, num prazo de cinco anos, espera-se que o seu uso se generalize a vários Além do e-tron, da Audi, também outras marcas estão a apostar neste novo modelo de espelhos retrovisores, como é o caso da Lexus, com o ES300H. Contudo, nem todos os mercados vão poder desfrutar desta inovação. Na Europa, a legislação ainda não permite o uso das câmeras e dos “espelhos virtuais”. Já há no Japão, os retrovisores digitais em automóveis de luxo e desportivos.

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Publicado no Verdesobrerodas



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