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domingo, 7 de outubro de 2018

Tesla mostra Model 3 no Salão de Paris


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Contrariando, de certa forma, a tendência que muitos fabricantes evidenciam de afastamento dos salões automóveis, a Tesla marca presença no Salão de Paris, com o seu Model 3 a concentrar, naturalmente, as atenções de muitos dos jornalistas e do público em geral.

O mais compacto dos modelos elétricos da Tesla assume-se como um veículo de importância fundamental para a marca de Elon Musk, que no terceiro trimestre produziu um total de 80.142 veículos, um valor recorde para a companhia, dos quais 53.239 unidades correspondem ao Model 3 (os restantes foram 14.470 Model S e 13.190 Model X), já em variantes de tração traseira e integral.

Assim se compreende a relevância deste modelo elétrico, que quebra em muitas formas os cânones dos automóveis atuais, até pela inclusão de diversas tecnologias de conectividade e assistência à condução que incluem atualizações dos sistemas de condução autônoma (Autopilot) por via remota. Em última instância, tal permitirá, no futuro, que consiga receber funcionalidades de condução totalmente autônoma.

A marca aplica neste carro a sua receita de quatro pilares fundamentais que foi definida por Elon Musk para os seus produtos e que se definem nos capítulos de tecnologia, desenho, prestações e segurança. Neste último aspeto, a marca destaca os resultados obtidos nos ensaios de colisão da entidade americana de supervisão e segurança rodoviária, a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA).

Além do seu estilo bastante evolucionário, que recolhe alguma inspiração dos ‘irmãos’ S e X, o Model 3 demarca-se pelo maior cuidado aerodinâmico de 0.23 Cd de arrasto, mas também por linhas mais fluidas e limpas que rejeitam qualquer noção de grelha dianteira, ao contrário do que se via, por exemplo, no Model S.

De igual forma, o pack de baterias encontra-se situado sob o piso entre os dois eixos, permitindo assim um centro de gravidade mais baixo e melhor repartição de pesos. O perfil desportivo da carroçaria (em apenas 4,69 metros de comprimento) não rejeita uma habitabilidade de bom nível, nem um interior que poderá parecer espartano em termos de comandos, mas que se revela muito ‘hi-tech’, algo que a Tesla já habituou os seus clientes.

Contudo, no caso do Model 3, o cenário vai ainda mais além. O painel de instrumentos tradicional à frente do condutor desaparece e a totalidade das informações é agrupada na tela central de 15 polegadas na diagonal, algo que requer muito mais habituação por parte do condutor, sobretudo na visualização das informações – como a velocidade – e dos ajustes de elementos como o volante, espelhos retrovisores ou aquecimento.

No total, a receita de redução de comandos físicos deixa apenas uns poucos botões ‘resilientes’, como os das portas (é através de um botão que as portas se abrem a partir do interior), os do volante (que funcionam em consonância com o tela tátil em algumas funcionalidades) ou o de sinalização de emergência, vulgo ‘quatro piscas’. Só porque não é permitido aboli-lo… Chave também é coisa que ‘já era’, com a Tesla a fornecer um cartão semelhante a um qualquer cartão de crédito ou, apenas e só, recorrendo a acesso por smartphone. E nem porta-luvas escapa, uma vez que para abri-lo também terá (já adivinhou) de recorrer a tela tátil.

A representante da Tesla no Salão de Paris não dispõe ainda de uma data definida para o início das entregas do Model 3 no mercado europeu, nem mesmo preços definidos para o modelo elétrico de que tanto se fala, mas a data prevista para a sua introdução – para já dos modelos de tração traseira e motor único – é o final do primeiro semestre de 2019, seguindo-se mais para o final do ano o modelo com motor duplo com a sigla P de Performance, ou seja, o mais desportivo, com uma aceleração dos zero aos 100 km/h em apenas 5,1 segundos.

A Tesla tem na calha o lançamento de duas variantes em termos de autonomia, uma denominada Standard Range e a outra Long Range, com 354 e 499 quilômetros de condução entre carregamentos, respetivamente. Estes valores são obtidos de acordo com o ciclo da EPA, entidade que mede as emissões e certifica as autonomias para os Estados Unidos da América (EUA). Os preços no lado de lá do Atlântico iniciam-se nos 35.000 dólares para a versão base Standard, subindo para os 49.000 dólares na versão de entrada Long Range.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Motor 24 conteúdo

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