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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Quase metade dos europeus prefere veículo elétrico


Assim como a entrada do celular no mercado surpreendeu a muita gente (que no início achava que o aparelhinho não pegaria tão fácil), o mesmo pode estar acontecendo agora com os veículos elétricos.

Embora as vendas tenham crescido em quantidades impressionantes, elas representam ainda uma porcentagem muito pequena (cerca de 2%) das vendas totais de carros novos, e uma fração ainda menor do número total de carros em circulação.
No entanto, a Ipsos Mori, empresa de pesquisa de mercado do Reino Unido, acaba de concluir um levantamento que pode sugerir alterações em breve para esse quadro.

Após entrevistar 4.500 pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polônia, Espanha, Suécia e no Reino Unido, a pesquisa da Ipsos descobriu que 4 em cada 10 europeus (40%) acreditam que seu próximo carro será elétrico. Desses 40%, 7% disseram que é muito provável, enquanto os restantes 33% disseram que provavelmente comprarão um veículo assim.

Isso pode sugerir que o potencial de mercado para os elétricos está crescendo num ritmo mais acelerado do que a indústria previa.

Mais de 60% dos entrevistados, segundo a Ipsos Mori, disseram que gostariam que a indústria promovesse mais esse tipo de veículo e explicasse melhor suas vantagens.
Como sempre, o maior obstáculo para realizar essa “vontade” de ter um carro elétrico continua sendo o preço, considerado muito alto.A Noruega, por enquanto, é o único país que já ultrapassou essa marca: mais de 50% dos carros novos vendidos no país são elétricos.

Pelo menos no caso europeu, com o crescimento das restrições e até mesmo proibições a carros movidos a gasolina e diesel, parece correto supor que essa vontade de ter um elétrico poderá se transformar, também, numa necessidade. Isso porque, diante da impossibilidade de circular livremente com um carro a gasolina, o cidadão, na hora de trocar ou comprar um novo veículo, vai pensar duas vezes, ou será induzido a optar por um veículo com emissão zero de poluentes.

Para o brasileiro, onde sequer a inspeção ambiental veicular foi implementada, mesmo sendo lei federal há anos, essa realidade vivida pelos europeus está ainda muito distante. Se a formulação de políticas é praticamente inexistente nos organismos governamentais (basta ver a total falta de incentivo ao transporte coletivo, mesmo o movido a diesel), a isso devemos somar a falta de incentivos à eletromobilidade no país, e ao receio das montadoras de investir num veículo que, além de caro, não conta com uma infraestrutura abrangente – ou seja, uma ampla rede de recarga espalhada por todas as cidades e estradas brasileiras.

Resumo da ópera: quem desejará um veículo que, além de caro, limitará seus movimentos diante da pequena quantidade de postos de “abastecimento”? Enquanto a Europa descortina novos horizontes para os veículos elétricos, ao brasileiro resta viver ainda no fechado mundo da gasolina e do Euro 5.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Adamo Bazani conteúdo

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