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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Portugal no grupo dos líderes na descarbonização dos transportes


"É comum dizer-se que os portugueses tendem a aderir de forma pioneira e com entusiasmo às tecnologias transformadoras do mundo. A mobilidade elétrica não é exceção”, diz Vera Pinto Pereira. A opinião da administradora da EDP é comprovada, por exemplo, pelo terceiro lugar europeu atingido na venda de veículos elétricos. São números que duplicam a cada ano desde 2016 e que colocam “Portugal no grupo de países líderes na descarbonização dos transportes”, garante o secretário de Estado-adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes. 

As oportunidades (não só financeiras, mas também ambientais) de um setor visto como de futuro parecem evidentes, o que se tem refletido num olhar mais atento por parte dos grandes nomes. “Vemos cada vez mais marcas a apresentar novos modelos, com mais autonomia, e mais econômicos, mas vemos também muitas empresas a adquirirem frotas elétricas, participando ativamente nesta mudança”, garante Henrique Sánchez, presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE).

Aposta a que o EDP Open Innovation não é alheio. A sétima edição do projeto que resulta da união entre o Energia de Portugal e o Prêmio EDP Inovação mantém o seu foco no campo dos projetos energéticos inovadores. Até porque por cá, as condições são de incentivo à mobilidade elétrica. Espalhados por mais de 50 municípios, existem atualmente 1250 pontos de carregamento normal e 49 pontos de carregamento rápido integrados na Mobi.e, a primeira rede do gênero a nível nacional e que existe desde 2010. “Nos próximos três meses deverão estar instalados mais 404 pontos de carregamento na rede pública”, avança o governante, enquanto destaca incentivos como os €2,25 milhões anuais para a compra de veículos por particulares ou empresas.

Os apoios e o investimento, aliados à sensibilização crescente da sociedade para o impacto da mobilidade elétrica, ajudam a explicar o crescimento acelerado das vendas e muitos dos valores que nos colocam no pelotão da frente. Como o que se se registou ao longo de 2017, com o volume de energia utilizada nos postos de carregamento a chegar aos 335 MWh. Número que já registou um crescimento homólogo de 125% entre janeiro e julho deste ano.

Trata-se de um verdadeira arena onde algumas startups têm despontado em Portugal com projetos que podem dar que falar. É o caso da Movtz, que desenvolveu uma solução de carregamento de carros elétricos para estacionamentos privados.

Sentimento que move também a Drivit, empresa que desenvolveu uma plataforma que se liga ao carro e “permite recolher um conjunto de informação para desenvolver novos tipos de serviços associados à mobilidade. Ou seja, utilizar os dados recolhidos não só para benefício do utilizador, mas também da sustentabilidade.

O passo em frente para a rede passa pelo final da utilização gratuita dos postos, algo que é visto por José Gomes Mendes como “essencial”, e que começou agora com o pagamento dos carregamentos rápidos para, no próximo ano, se alargar a todas as modalidades. O Governo está também a estudar a instalação de áreas de carregamento de iniciativa privada em grandes parques de estacionamento. O objetivo é que “todo o negócio passe a funcionar por regras normais de mercado”, adianta. Até porque “só conseguiremos cumprir com as nossas metas de descarbonização se avançarmos na eletrificação da mobilidade.”

As grandes marcas também já assumem cada vez mais a mobilidade elétrica como uma certeza e vão apresentando novidades. É o caso da Mercedes e o seu Vision Cibernetic, uma frota autônoma para transporte de pessoas e mercadorias movida a baterias para não passar da taxa zero de emissões e de ruído, com base numa plataforma inteligente. Ainda é só um projeto, mas diz bem do que podem ser os próximos tempos. Por outro lado, a portuguesa iomo (tal como a norte-americana Lime, esta já com experiência de outras andanças) vai inaugurar em Lisboa um serviço de partilha de trotinetes elétricas enquanto a Xiaomi, mais conhecida pelos seus equipamentos móveis, está a lançar um kart elétrico que aguenta até 100 quilogramas e pode chegar aos 24 km/h. Sempre pelos caminhos da inovação.

É hora de começar a preparar os modelos de negócio e trazer os exemplos de sucesso, fazer as malas e vir para Portugal;
  • 17 de outubro é o primeiro de 15 dias muito intensos organizados pela Beta-I;
  • a componente prática do EDP Open Innovation, as equipas têm de mostrar a que está mais empenhada no desenvolvimento do seu projeto — entre exercícios práticos, visitas de estudo, aulas teóricas e conversas com mentores;
  • Esta experiência inclui alojamento em Lisboa e uma componente de imersão no ecossistema empreendedor;
A 30 de outubro chega o dia decisivo do Investment Pitch. Aqui, perante uma plateia composta por júri e investidores, os participantes terão apenas alguns minutos para mostrar o seu projeto e o quanto evoluíram. Será também divulgado qual a melhor equipe (aquela que ganhará os €50 mil) e quais os três projetos que estarão no stand da EDP na terceira edição da Web Summit, entre 6 e 8 de novembro
                                              
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Publicado no Verdesobrerodas



Por Expresso conteúdo

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