Este espaço é reservado a quem acredita na mobilidade sustentável e queira se juntar aos números abaixo:

* mais de UM MILHÃO de acessos ; * lido por mais de DEZ países, * mais de DEZ MIL postagens, * postagens (blog e mídias sociais) durante os 365 dias do ano, * newsletters semanal, * parcerias com eventos no Brasil e exterior. Clique AQUI para saber mais.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Mercedes-Benz apresenta as novidades do GLC F-Cell


Duas fontes de energia, zero emissões poluentes. Eis a receita encontrada pela Mercedes-Benz para o seu GLC F-Cell, um SUV com pilha de combustível a hidrogênio que tanto pode andar graças à energia acumulada na bateria elétrica, mas também com o hidrogênio presente no depósito.

Em Estugarda, num evento em que a estratégia de eletrificação foi anunciada para o futuro (Driven by EQ), a marca alemã deu a conhecer as especificações e capacidades do seu SUV com base no GLC ‘comum’, mas com grandes diferenças em termos de propulsão.

Os veículos a hidrogênio já não são propriamente uma novidade, uma vez que algumas marcas, como a Toyota ou a Honda, dispõem já no mercado (não em Portugal, no entanto) de automóveis alimentados com aquele combustível. Mas, diferente é a opção de fazer do GLC F-Cell um híbrido Plug-in em que o resultado das duas fontes de alimentação é sempre de zero emissões na condução.

Por um lado, conta com uma bateria de iões de lítio com 13.5 kWh que também serve para alimentar o motor elétrico de 155 kW (211 CV e 365 Nm) instalado no eixo traseiro junto à bateria e que permite dessa forma ganhar espaço em termos de posicionamento. Graças a um carregador de bordo de 7.4 kW, pode ser carregado de forma simples e relativamente rápida em tomadas domésticas, públicas ou wallboxes: de 10 a 100% em apenas 1.5 horas caso se possa utilizar a totalidade da potência do carregador. A sua autonomia ascende a 51 quilômetros.

Por outro lado, o hidrogênio garante-lhe uma autonomia muito mais alargada com tempos de espera de abastecimento praticamente idênticos aos de um carro alimentado a gasolina ou gasóleo. Com 4,4 kg de hidrogênio a bordo, o SUV consegue cumprir 478 quilômetros em modo híbrido. O sistema dispõe dos mais recentes avanços tecnológicos na pilha de combustível: por exemplo, o sistema de pilha de combustível foi revisto de forma profunda para ser mais compacto e poder ser instalado no compartimento do motor de forma semelhante à de um bloco convencional. Aliás, a Mercedes-Benz admite que é a primeira vez que consegue montar a unidade a hidrogênio utilizando os mesmos pontos de apoio de um motor convencional.

Além disso, a utilização de platina no sistema permitiu reduzir a sua dimensão em 90%, bem como os custos sem redução da performance. Os dois tanques de hidrogênio estão incorporados no piso do GLC podendo albergar 4,4 kg. De acordo com os dados fornecidos, graças à tecnologia estandardizada de 700 bar, o tempo de abastecimento de hidrogênio num posto pode ser tão curto quanto três minutos.

Na prática, nada diferencia o GLC F-Cell de um outro automóvel elétrico, uma vez que também o é. Porém, há a diferença na escolha do modo de ‘fornecimento’ da potência: ou vem do hidrogênio, ou da eletricidade guardada na bateria de 13.5 kWh.

As prestações revelam uma grande capacidade para ganhar velocidade de forma rápida, sendo fácil de manter ritmos vivos, sem que se tenha sempre de estar a olhar para o indicador de autonomia. Não existe, sequer, qualquer tipo de sensação distinta entre as duas fontes de alimentação, o que mantém o GLC F-Cell como um modelo altamente suave e funcional na sua operação. A travagem, dada a regeneração de energia, tem uma modulação ligeiramente distinta da de um modelo com motor de combustão interna, mas não chega a ser significativa.

Ao condutor estão reservados quatro modos de condução, com cada um dos programas selecionados a gerirem de forma distinta a utilização energética. Em ‘Hybrid’, o veículo recorre a ambas as fontes de energia, com os picos de potência a serem geridos pela bateria e o hidrogênio a manter a eficiência de longo alcance. Já os modos ‘F-Cell’ e ‘Battery’ são exclusivos: o primeiro recorre apenas a hidrogênio e o segundo apenas à bateria elétrica, ideal para deslocações mais curtas. Por fim, o modo ‘Charge’ coloca como prioridade o carregamento da bateria de alta voltagem. O consumo médio deste modelo é de 0,34 kg/100 km de hidrogênio, de 13.7 kWh/100 km para o modo elétrico e emissões garantidas de 0 g/km de CO2.

O GLC F-Cell será colocado à disposição dos clientes interessados – preferencialmente, empresas – na Alemanha e no Japão, sendo estes os dois únicos países que, por enquanto, terão acesso àquele modelo híbrido Plug-in em regime de leasing. No total, serão 1000 as unidades que serão produzidas pela Mercedes-Benz, com os clientes a pagarem uma renda mensal de 799 euros para usufruírem do GLC F-Cell.

VerdeSobreRodas, o ponto de encontro com a mobilidade sustentável


PostagemMercedes-Benz apresenta as novidades do GLC F-Cell

Publicado no Verdesobrerodas



Por Motor 24 conteúdo

Nenhum comentário:

Postar um comentário