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sábado, 13 de outubro de 2018

Jaguar quer substituir modelos a combustão interna por elétricos


Segundo informações veiculadas pela revista inglesa Autocar, os responsáveis pelo planejamento de produto estão a trabalhar numa estratégia segundo a qual a Jaguar irá desligar a ficha dos veículos com motores de combustão interna nos próximos sete anos, substituindo-os por modelos totalmente elétricos.

Uma decisão arrojada que se tiver a aprovação da administração do grupo britânico propriedade da indiana Tata, irá alterar toda a história da centenária marca inglesa.

Ainda segundo as linhas mestras deste plano estratégico, o mal amado XJ seria substituído por uma berlina de luxo com motor elétrico num prazo de dois anos olhando, diretamente, para o Porsche Taycan e, inevitavelmente, o Tesla Model S. O novo XJ seria um regresso aos tempos áureos do modelo, na década de 60 do século passado, mas com um gostinho do futuro graças á motorização elétrica. Como seria isso conseguido? Através de reforço do luxo e qualidade com muita tecnologia á mistura e o reinventar, absoluto, do tradicional habitáculo da Jaguar.

No caso dos modelos XE e XF, o ciclo de vida de ambos terminará em 2023, caindo na corrente do tempo no tal prazo que a Jaguar tem para desligar a ficha aos motores de combustão interna e ligar a eletricidade. Ambos veriam os seus conceitos ligeiramente redesenhados para que seja possível oferecerem algo mais que apenas as zero emissões, tendo uma vez mais como “benchmark” os modelos da Tesla.

O Jaguar i-Pace terá uma segunda geração em 2025 e poderá ter mais que uma versão, já que nessa atura, tanto o E-Pace como o F-Pace já terão chegado ao final do seu ciclo de vida e não terão sucessores. Para o i-Pace não ficar sozinho, a Jaguar planeja dar ao SUV de grandes dimensões J-Pace (está a caminho a versão com motor de combustão interna) uma versão elétrica, mas só a partir de 2027 ou 2030, dependendo das vendas. Nesta altura, já a Jaguar virou a página e será uma marca puramente elétrica. Fica por saber o que será feito com o F-Type nas suas diversas configurações (coupé e roadster) pois o seu ciclo de vida termina em 2020. Não estará fora de equação, neste programa, um Jaguar desportivo com motor elétrico.

Este programa desenhado pelos responsáveis do planejamento core paralelamente ao programa que inclui modelos com motores de combustão interna, nomeadamente, os Ingenium onde a Jaguar Land Rover investiu milhares de milhões que, agora, seriam atirados para o caixote do lixo.

Algumas projeções indicam que a Jaguar poderia vender 300 mil unidades por ano de modelos puramente elétricos. O truque que faz os responsáveis da casa de Coventry apostar, seriamente, nesta ideia está na possibilidade de vender os carros muito mais caros, logo com maior margem de lucro. E a crença instalada que no segmento do luxo, a moda dos modelos elétricos irá se manter. Finalmente, com tudo isto, a Jaguar reduzira de forma evidente a sua média de emissões poluentes, até as reduzir a zero.

Como dissemos, o plano está desenhado, mas falta ter a luz verde da administração do grupo Jaguar Land Rover que está numa encruzilhada: as berlinas da Jaguar não estão a vender e, nesta altura, o modelo mais vendido é o E-Pace, o que não estava nos planos. Os preços demasiado elevados, o “Brexit” e as dificuldades nas unidades fabris no Reino Unido não estão a facilitar a vida aos homens da Jaguar.

Finalmente, há que equacionar se o investimento brutal feito na plataforma MLA em alumínio e nos motores Ingenium, que servem as berlinas XE, XF e XJ, exige que se trabalhe em novas gerações de modelos com menor performance comercial e se há futuro nesses modelos. Na administração da Jaguar, há quem defenda este plano, porém, a relação risco/recompensa tem de ser bem equacionado para evitar acabar, de vez, com uma marca de prestígio como a Jaguar.

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Publicado no Verdesobrerodas



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