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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Comissão européia quer reduzir emissões de CO2 em 45% até 2030


Realizado em (02) o debate no Parlamento Europeu sobre as novas metas de emissões de CO2. Comissão parlamentar do ambiente quer reduzi-las em 45% até 2030, face aos valores atuais e que estão em vigor até 2021. 

Além disso, a proposta de regulamento prevê ainda que, até 2030, 40% das vendas de viaturas novas sejam carros elétricos ou híbridos. Indústria automóvel teme impacto brusco no setor.

O Parlamento Europeu (PE)  debateu sobre as novas metas para a redução das emissões de CO2 dos automóveis na União Europeia (UE), assim como a quota de mercado dos veículos de baixas emissões (híbridos) e de emissões zero (elétricos).

O texto da proposta de regulamento submetida aos deputados do PE, proposta pela comissão parlamentar do ambiente, prevê uma redução das emissões de CO2 de 20% e de 45% até 2025 e 2030, respetivamente, face às metas previstas para 2021, atualmente em vigor e que preveem que emissões de CO2 se situem na ordem dos 95g/km. Assim, a proposta de regulamento em discussão obrigará a que os carros ligeiros de passageiros e as carrinhas emitam 76g/km e 118g/km, respetivamente, até 2015. As emissões deverão baixar até 2030 para os 52 g/km para os ligeiros de passageiros e 82g/km para as carrinhas.


A proposta da comissão parlamentar do ambiente impôs reduções às emissões de CO2 mais exigentes que as inicialmente propostas pela Comissão Europeia (CE), que impunha reduções das emissões de CO2 para aqueles veículos na ordem dos 15% até 2025 e de 30% até 2030. O partido popular europeu, com maior assento no PE, estará de acordo com as medidas mais exigentes propostas pela comissão parlamentar do ambiente. No entanto, segundo a comissão parlamentar do ambiente, “as metas estão 60% abaixo do necessário para reduzir as emissões de CO2, tendo em conta o compromisso assumido pela UE ao abrigo do Acordo de Paris” (tradução livre).

As novas metas de redução das emissões CO2 inserem-se no objetivo da UE em reduzir até 2030 as emissões dos gases com efeito de estufa em 40% abaixo dos níveis registados em 1990. A proposta de regulamento prevê que os veículos de emissões zero (elétricos) e de baixas emissões (híbridos) representem 20% e 40% das vendas de viaturas novas em 2025 e 2030, respetivamente. Após o debate de hoje, a proposta de regulamento será votada amanhã no PE, a qual deverá depois ser negociada com o Conselho, onde estarão presentes os representantes dos governos nacionais com vista à obtenção de um acordo sobre a legislação final a adotar.

A indústria automóvel, através da ACEA – European Automobile Manufacturers Association, que representa 15 construtoras com sede no continente europeu, reconheceu que os novos limites das emissões de CO2, assim como a imposição de uma quota de carros elétricos, põem o setor em risco. A indústria já fez saber que tem dificuldades em cumprir com as metas das emissões de CO2 atualmente em vigor (95 g/km) e que, depois da entrada em vigor do novo teste de emissões, o WLTP, algumas construtoras estarão ainda mais longe de alcançar essas metas. Além disso, em comunicado, a ACEA revelou ainda que a indústria automóvel europeia teme uma “transição brusca” para os veículos elétricos uma vez que estes necessitam de 60% menos manutenção por comparação aos veículos de combustão interna, por exemplo.

O secretário-geral da ACEA, Erik Jonnaert, revelou ainda que “quanto mais agressivas forem as reduções de CO2, mais disruptivos serão os impactos sócio-ecônomicos, especialmente nos Estados membros e nas regiões onde a quota de produção do setor é alta”. Por seu turno, a UE referiu, no seu estudo de impacte sobre a proposta de regulamento, que a indústria automóvel perderá cerca de 16,600 postos de trabalho até 2030. No entanto, tal seria parcialmente compensado por uma maior taxa de empregabilidade no sector elétrico.

Jonnaert disse ainda que em 2017, as vendas dos veículos híbridos e elétricos corresponderam a apenas 1,5% do total das vendas de carros novos na UE e que, por isso, “incrementar as vendas de carros elétricos requer mais apoio dos governos nacionais para garantir uma infraestrutura de recarga que seja transversal a todo o território da UE”. “A importância da votação de quarta-feira é muito relevante para o setor que representa acima de 6% da população ativa da UE”, disse Jonnaert.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Jornal Econômico conteúdo

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