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domingo, 9 de setembro de 2018

Carro elétrico é esperança para mitigar emissões dos transportes


Da­dos da Or­ga­ni­za­ção Me­te­o­ro­ló­gi­ca Mun­di­al (OMM) re­ve­la­ram um pre­o­cu­pan­te au­men­to da con­cen­tra­ção de dió­xi­do de car­bo­no (CO2) na at­mos­fe­ra ter­res­tre, que che­gou a 403.3 par­tes por mi­lhão (ppm) no ano de 2016. Em con­tra­par­ti­da, se­ja pe­lo Acor­do de Pa­ris ou pe­los ODSs (Ob­je­ti­vos de De­sen­vol­vi­men­to Sus­ten­tá­vel) da ONU (Or­ga­ni­za­ção das Na­ções Uni­das), os es­for­ços pa­ra di­mi­nu­ir a emis­são do gás, que é o mai­or cau­sa­dor do efei­to es­tu­fa no pla­ne­ta, têm si­do mui­tos. E é nes­te ce­ná­rio que uma ten­dên­cia, que já é re­a­li­da­de em paí­ses co­mo No­ru­e­ga e Ale­ma­nha, tem ga­nha­do ca­da vez mais for­ça: a dos car­ros elé­tri­cos.

Atu­al­men­te te­mos dois ti­pos de car­ro elé­tri­co: o hí­bri­do, que mis­tu­ra com­bus­tão e ele­tri­ci­da­de, e o to­tal­men­te elé­tri­co. Den­tre os prin­ci­pa­is be­ne­fí­ci­os da uti­li­za­ção des­ses ve­í­cu­los, va­le des­ta­car a não emis­são de po­lu­en­tes, a mu­dan­ça de con­sci­ên­cia em re­la­ção ao con­su­mo de ener­gia e a di­mi­nu­i­ção nos cus­tos de abas­te­ci­men­to.

Ape­sar des­sa ques­tão es­tar ga­nhan­do for­ça tam­bém no Bra­sil, po­de se di­zer que, por aqui, a abor­da­gem ain­da é mui­to pe­que­na. O avan­ço dos car­ros elé­tri­cos no pa­ís es­bar­ra em três ques­tões: tri­bu­ta­ção, in­fra­es­tru­tu­ra e aná­li­se fi­nan­cei­ra. Até pou­co tem­po atrás, os ve­í­cu­los mo­vi­dos por ele­tri­ci­da­de eram tri­bu­ta­dos de for­ma mais ca­ra do que os car­ros de com­bus­tão, mas atu­al­men­te acon­te­ceu uma pe­que­na re­du­ção das tri­bu­ta­ções.

A se­gun­da ques­tão, que é uma pre­o­cu­pa­ção tan­to dos fa­bri­can­tes quan­to de pes­so­as res­pon­sá­veis por de­mais se­to­res co­mo, por exem­plos, edi­fí­ci­os co­mer­ci­ais ou cor­po­ra­ti­vos, é o de­sen­vol­vi­men­to de in­fra­es­tru­tu­ra pa­ra aten­der a es­sa de­man­da. É pre­ci­so se pre­pa­rar pa­ra que ha­ja pos­tos de re­car­ga su­fi­ci­en­tes, o que con­tem­pla não só um car­re­ga­dor pa­ra ve­í­cu­los, mas tam­bém dis­po­ni­bi­li­da­de de ener­gia no lo­cal on­de o mes­mo es­ti­ver ins­ta­la­do.

Mui­ta gen­te se per­gun­ta co­mo é fei­ta a ta­ri­fa­ção da re­car­ga de car­ros elé­tri­cos, mas va­le res­sal­tar que is­so é al­go mui­to mais re­la­ci­o­na­do com a in­fra­es­tru­tu­ra de abas­te­ci­men­to do que com a quan­ti­da­de de con­su­mo. De­pen­den­do da tec­no­lo­gia uti­li­za­da, ca­da usu­á­rio re­ce­be um car­tão de li­be­ra­ção, que me­de o con­su­mo da ener­gia no ele­tro­pos­to, di­re­cio­nan­do o cus­to di­re­ta­men­te pa­ra sua con­ta. Des­se mo­do, é pos­sí­vel fa­zer um ra­teio do con­su­mo.

Em um con­do­mí­nio, por exem­plo, é vi­á­vel ter um úni­co car­re­ga­dor, com sis­te­ma de me­di­ção pró­prio, sem a ne­ces­si­da­de de co­lo­car um me­di­dor por ca­sa. Não é uma es­tru­tu­ra fí­si­ca e sim uma con­fi­gu­ra­ção do pró­prio equi­pa­men­to. As­sim, é pos­sí­vel se­pa­rar o con­su­mo por usu­á­rio, evi­tan­do con­fli­tos in­ter­nos.

E pa­ra fa­ci­li­tar ain­da mais es­sa ques­tão, re­cen­te­men­te a ANE­EL (Agên­cia Na­ci­o­nal de Ener­gia Elé­tri­ca) de­ter­mi­nou re­gras pa­ra a re­gu­la­men­ta­ção da re­car­ga de car­ros elé­tri­cos, o que pre­vê um mer­ca­do li­vre. Des­sa for­ma os car­re­ga­do­res pas­sam a ser pres­ta­do­res de ser­vi­ço e não de ven­da de ener­gia.

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Publicado no Verdesobrerodas



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