Este espaço é reservado a quem acredita na mobilidade sustentável e queira se juntar aos números abaixo:

* mais de UM MILHÃO de acessos ; * lido por mais de DEZ países, * mais de DEZ MIL postagens, * postagens (blog e mídias sociais) durante os 365 dias do ano, * newsletters semanal, * parcerias com eventos no Brasil e exterior. Clique AQUI para saber mais.

sábado, 25 de agosto de 2018

Mercedes apresenta ônibus e caminhões para o mercado Europeu


A Capital Paulista pode se tornar um modelo de mobilidade limpa no sistema de ônibus municipais com as novas metas de redução de poluentes para 2027 e 2037 previstas em lei sancionada pelo então prefeito João Doria, em janeiro deste ano após calorosas discussões na Câmara Municipal.

A Mercedes-Benz, maior fabricante de ônibus urbanos no País (em São Paulo a participação na frota é ainda mais relevante), no entanto, não é tão otimista para a criação de sistemas de ônibus e frota de caminhões puramente elétricos em curto prazo.

Num evento à imprensa especializada na manhã desta quarta-feira, 22 de agosto de 2018, do qual o Diário do Transporte participou, a Mercedes-Benz apresentou os modelos de ônibus e caminhões movidos à energia elétrica que desenvolve para o mercado europeu, mas, para o Brasil, diz acreditar que ainda não há condições plenas ainda para pensar em veículos com este tipo de propulsão no momento.

“O debate tem de ser franco e a aberto. Não se pode vender uma tecnologia só mostrando um lado, o lado bom. Qual o custo/benefício para uma mudança de matriz energética para transporte? Só quando este debate for estabelecido de fato é que podemos prever caminhões e ônibus elétricos em escala no Brasil – disse o gerente de produto caminhão da Mercedes-Benz, Marcos Andrade.

Uma maior clareza nas metas e planos e uma participação mais efetiva do poder público na questão seriam bem-vindas, na visão da montadora. No edital de licitação de São Paulo, a SPTrans exige que os modelos elétricos tenham autonomia de 250 km, mas não estabelece condições operacionais, como ar-condicionado ligado, itinerários com diferentes topografias. Existem várias situações que influenciam na autonomia e não são descritas– exemplificou o gerente sênior de Marketing de Produto Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Curt Axthelm.

Com base na lei 16.802, de 17 de janeiro de 2018, as reduções de emissões de poluição pelos ônibus de São Paulo devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos. Em 10 anos, as emissões de CO2 (gás carbônico) devem ser 50% menores e 100%, em 20 anos. Já as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90%, em 10 anos, e de 95%, em 20 anos. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser reduzidas em 80% num período de 10 anos e em 95%, até 20 anos.

Com a ausência de informações claras sobre a regulamentação da lei (a prefeitura diz que ao constituir o comitê que vai acompanhar as metas, já houve a regulamentação), há o risco ainda de as metas não saírem do papel. Isso sem contar com o fato que o processo de licitação está barrado (mais uma vez) pelo TCM – Tribunal de Contas do Município que diz ter encontrado 90 problemas nos editais, sendo 51 irregularidades, 20 improbidades e 19 pontos que necessitam de esclarecimentos. A prefeitura de São Paulo já respondeu aos questionamentos do TCM que, por sua vez, não tem prazo para terminar a análise do material enviado pela administração municipal.

VerdeSobreRodas, o ponto de encontro com a mobilidade sustentável

PostagemMercedes apresenta ônibus e caminhões para o mercado Europeu

Publicado no Verdesobrerodas



Por Adamo Bazani conteúdo

Nenhum comentário:

Postar um comentário