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terça-feira, 24 de julho de 2018

Todas as futuras versões M da BMW serão eletrificadas


A questão nem sequer é “se”, mas, sim, “quando”. Pois, segundo o diretor da BMW M, é já certo que todos os futuros M serão eletrificados.

Se fazes parte dos defensores do purismo nos produtos da divisão de performance da BMW, a já mítica divisão M, então, esta notícia não é para ti! É que, mais do que uma contrariedade, o anúncio do fim hipotético dos seis cilindros em linha ou V8 “puros e duros”, acoplados a sistemas de tração traseira (ou integral, no caso do novo BMW M5) e acrescidos de um visual a condizer, pode ser motivo de fortes depressões!…

A confirmação foi dada por fonte insuspeita e conhecedora da estrutura da M, o seu diretor, Frank Van Meel. O qual, em declarações à CarAdvice, anunciou, “com pompa e circunstância” — e garantindo desde logo não estar minimamente a brincar… —, que todos os futuros modelos M, deixarão de contar, única e exclusivamente, com bloco de combustão, passando a ostentar, também, alguma forma de eletrificação.

“Até ao final da próxima década, todos os modelos M estarão eletrificados”, sentenciou Van Meel, acrescentando que está transformação não acontecerá de uma vez só, mas “de forma progressiva”. “O aspeto mais importante é o timing, ou seja, a melhor altura para fazer a transição. Porque, se for feito muito tarde, ficaremos para trás; mas se, por outro lado, for feito muito cedo, não disporemos da necessária tecnologia de ponta. Olhando para aquilo que é hoje em dia a tecnologia elétrica, constatamos que ainda é muito pesada. E esse é um aspeto que, para nós, enquanto fabricante desportivo, é, a exemplo da potência, algo de muito importante”. Frank Van Meel, Diretor da BMW M
 
No entanto, o responsável máximo pela divisão M também garante não ter medo dos detratores que não concordam com este passo, pois, segundo o mesmo, o mais importante é que os futuros modelos M continuem a oferecer as mesmas sensações de condução, independentemente do fato de serem impulsionados por apenas e só um inline six, um V8, ou por, quem sabe, apenas um motor elétrico. “O importante é que não se perca aquela que é a filosofia que está na base dos modelos M. Independentemente dos componentes ou da tecnologia que lhe estejam na base”, defende o mesmo interlocutor.

E porque uma (má?) notícia nunca vem só, Frank Van Meel reconheceu ainda que a eletrificação dos modelos M não será o único motivo de irritação para os puristas. Pois, a tração dianteira promete não só vulgarizar-se na BMW — além do Série 2 Active e Gran Tourer, o futuro Série 1 também será tração dianteira —, como também chegará aos carros desenvolvidos pelo departamento M.

“Esse, sim, é o grande desafio, até porque queremos que os nossos carros mantenham a chamada sensação de condução M, algo que surge de forma mais natural com a tração traseira. Contudo, a partir do momento em que passamos a querer atingir esse objetivo, com tração dianteira, esse, sim, é o grande desafio”. Frank Van Meel, Diretor da BMW M
 
No entanto, sosseguem os espíritos, já que a haver M com tração dianteira, serão M Performance — o degrau abaixo dos M —, e não os “verdadeiros” M. Centra-se, assim, as atenções naquilo que são os clientes aspiracionalmente M, mas que não conseguem chegar aos verdadeiros M. “Este é um segmento bastante grande para nós e que não deixa de ser atrativo, já que funciona como antecâmara para os M. A questão passa, no entanto, por saber quais os modelos que poderão ser disponibilizados neste segmento”, concluiu.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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