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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Model 3 da Tesla chega a custar US$ 22.500 nos EUA


Era para ser uma festa, mas não é exatamente assim que pode ser encarada a conquista de um marco importante para a Tesla: 200.000 carros vendidos nos EUA. A marca de carros elétricos de Elon Musk conseguiu superar boa parte dos problemas e chegar em nível invejável para um player recente, que vende carros muitos caros e de forma não tradicional.

No entanto, a marca também é um limite, imposto pelo governo americano para financiar parte do preço dos carros elétricos para cada fabricante. No caso, o bônus federal é de US$ 7.500, suficientes para tornar atrativo o Model 3 de US$ 35.000, que chegaria assim a custar US$ 27.500 e em alguns estados, teria ainda um extra de US$ 5.000, chegando a US$ 22.500.

Mas isso não acontecerá, justamente porque Musk focou as vendas na versão mais completa, que sai bem mais caro que o preço anunciado com pompa no lançamento do Model 3. De lá para cá, a Tesla só produziu o sedã elétrico em versões com preços mais elevados e até a Performance entrou no jogo, tudo para recuperar logo o investimento feito e que estava ameaçado por problemas na produção.

Assim, provavelmente muitos dos 420 mil interessados que estão na fila ainda, deverão desistir de pegar o Model 3 básicos e muitos migrarão para a concorrência. Acontece que a partir de agora, o bônus federal será cortado pela metade até 30 de junho de 2019. Ou seja, apenas US$ 3.750. Depois disso, até 31 de dezembro de 2019, a Tesla terá apenas US$ 1.875 de incentivo de Washington.

A partir de 2020, a Tesla não terá qualquer ajuda federal, mas ainda poderá contar com os incentivos vindos dos estados americanos ou de países como a China, apesar desta já começar a elaborar um plano para um corte gradual nos benefícios fiscais de carros elétricos. Aliás, é lá que Elon Musk aposta parte de sua estratégia de ampliar as vendas da marca.

Em Xangai, o bilionário assinou um acordo para construir uma fábrica própria, sem sócios locais, sendo o primeiro a fazê-lo depois que Pequim relaxou a política – vigente desde os anos 80 – de sociedades entre empresas estrangeiras e locais no setor automotivo. Serão 500 mil carros por ano. Nos EUA, a Tesla já teria conseguido alcançar a marca de 5.000 unidades semanais do Model 3, mas a versão básica pode chegar somente em 2019.

GM e Nissan estão de olho nas desistências da Tesla e a Volkswagen apenas prepara o terreno para bater de frente com a marca de Fremont com o Porsche Taycan no topo, Audi e-tron na gama intermediária e o ID (Neo) na linha de entrada, prometendo um rival compacto US$ 8.000 mais barato. Se o governo americano não cortar a ajuda de US$ 7.500 de forma geral, a VW deverá se beneficiar inicialmente. O desafio do Model 3 será manter-se competitivo sem incentivos fiscais daí em diante.

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Publicado no Verdesobrerodas



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