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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Mesmo com redução do IPI carros eletrificados não reduzirão preços


O preço dos carros eletrificados oferecidos no mercado brasileiro não vai baixar, apesar da decisão do governo de diminuir a alíquota do IPI cobrada destes modelos. “O tributo é só um componente na composição do valor que cobramos. Com a desvalorização do real, importar o carro fica cada vez mais caro”, diz Helder Boavida, presidente da operação brasileira da companhia. Segundo o executivo, o governo ainda precisa definir as novas alíquotas para que a empresa tome qualquer decisão.
A expectativa é que o IPI para carros elétricos diminua dos atuais 25% para 7%. Os veículos com propulsão alternativa já têm desconto no Imposto de Importação, que varia de zero a 7% dependendo da tecnologia. Segundo Boavida, a mudança não tem impacto sobre o preço do i3 porque a BMW vende no Brasil as versões REX do modelo, equipadas com um motor bicilíndrico que funciona como extensor de autonomia para o propulsor elétrico. O carro é categorizado pelo governo como híbrido e, portanto, já recolhe apenas 7% de IPI.

“O que muda é que agora, se for interessante, poderemos importar as versões sem o extensor de autonomia com a mesma tributação”, diz. A companhia lançou em junho a versão renovada do i3, que teve apenas 170 unidades vendidas em dois anos e meio no Brasil – a empresa vendeu outras 33 do carro híbrido i8. Com preços que começam em R$ 199,9 mil, a marca não tem grandes ambições de venda para a nova geração do hatchback.

A BMW estima que a frota brasileira de veículos eletrificados alcance 10 mil unidades, considerando híbridos e puramente elétricos e a projeção de que serão vendidos 3,3 mil modelos da categoria até o fim deste ano. 

A contribuição da BMW no volume total é pequena. Boavida conta que já foram negociadas 10 unidades do i3 desde o lançamento da nova geração, mas Boavida entende que o objetivo do carro não é cumprir metas de vendas, mas posicionar a marca como uma empresa com várias soluções de mobilidade e atender à tímida demanda.

Considerando todo o portfólio, a BMW pretende avançar ao ritmo de dois dígitos nas vendas em 2018, se distanciando do patamar de 10,1 mil unidades emplacadas em 2017, o pior ano da marca e do segmento premium, segundo Boavida. “No primeiro semestre já crescemos 20%, mas sabemos que não vai dar para sustentar a expansão nesse patamar até o fim do ano”. Do total emplacado no Brasil, 80% também é produzido localmente na planta da empresa em Araquari (SC). O executivo lembra que a operação sofre o impacto da desvalorização do real, que torna mais caros os componentes importados que a empresa utiliza na montagem local.

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Publicado no Verdesobrerodas



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