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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Indústria automotiva global corre atrás do carro elétrico


Enquanto a indústria automotiva mundial corre atrás do carro elétrico, a Toyota continua apostando no hidrogênio como alternativa para o futuro e por isso, a gigante japonesa anunciou que dobrará os investimentos em células de combustível. O objetivo da montadora não é aprimorar a tecnologia, mas reduzir seus custos.

Atualmente, as células de combustíveis são muito caras e um carro movido por hidrogênio tem um custo bem mais elevado que um elétrico, por exemplo. Por conta disso, a intenção é oferecer todo tipo de automóvel em grande volume para o mercado de massa, a fim de reduzir os custos de forma mais ampla.

A Toyota quer o hidrogênio também em ônibus e caminhões, a fim de ampliar mais o alcance da tecnologia e reduzir as emissões de forma global. Yoshikazu Tanaka, engenheiro-chefe do Mirai, disse: “Vamos passar da produção limitada para a produção em massa, reduzir a quantidade de materiais caros, como a platina usada nos componentes do FCV, e tornar o sistema mais compacto e poderoso”.

Mas, para atingir uma escala elevada, será necessário o lançamento de uma gama enorme de produtos, o que deve começar em 2025, segundo previsão da Toyota. Serão carros de passeio, picapes, SUVs, comerciais leves, caminhões e ônibus movidos por hidrogênio. Sem dar muitos detalhes, a empresa diz que focará também no transporte urbano e rodoviário de cargas, indo em direção ao que a americana Nikola Motors anda fazendo com seu caminhão híbrido com células de combustível.

O compartilhamento de componentes dessa tecnologia em diferentes segmentos será a chave para redução de custos, explica Ikuo Ota, gerente de planejamento de novos negócios para projetos de células de combustível da Toyota: “Vamos usar o maior número possível de peças de carros e outros modelos existentes em caminhões com células de combustível”. Ele enfatiza: “Caso contrário, não veremos os benefícios da produção em massa.”

No caso do único carro movido por hidrogênio, o Mirai, a Toyota quer ampliar a autonomia para 750 km até 2025. O ganho em alcance é outra forma de tornar o automóvel movido por hidrogênio viável para o consumidor. Custando atualmente US$ 60.000 sme incentivos, o sedã tem produção limitada em 6 mil unidades anuais. Num universo de quase 10 milhões de carros da marca, é como uma gota no oceano.

As previsões da consultoria LMC, nesse caso, não são animadoras. Em 2027, os carros movidos por hidrogênio representarão apenas 0,2% do mercado mundial, enquanto os elétricos terão algo em torno de 11,7%. Já a Agência Internacional de Energia diz que os veículos com células de combustível não irão superar em volume os híbridos plug-in e elétricos até 2040.

Ao lado da Toyota, apenas Honda e Hyundai de forma mais concreta apostam na tecnologia com veículos vendidos no mercado comum. A baixa demanda global, no entanto, não assusta a gigante nipônica, que acredita numa virada de opinião por parte de países como a China, que passarão a ver as vantagens do hidrogênio.

O problema desse combustível nem é a tecnologia de células de combustível, mas a infraestrutura complexa e cara, que requer alto nível de segurança para manipulação do hidrogênio, que hoje é mais “popular” em ônibus urbanos, como os que rodam em São Paulo e região, por exemplo, do que em automóveis de passeio.

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Publicado no Verdesobrerodas



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