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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Elétrico Microlino tem autonomia de 100 km/h


Desenhado pelo empresário suíço Wim Ouboter em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, o Microlino é uma releitura moderna do modelo Isetta, que na Europa foi produzido e vendido pela BMW, mas que tem uma história bem mais interessante do outro lado do Atlântico, mais precisamente aqui, onde foi o primeiro automóvel totalmente fabricado no Brasil.

Atendendo aos novos tempos, o Microlino se apresenta como um carro elétrico naturalmente, mas mantém as características básica daquele projeto dos anos 50, tais como porta única com sistema de direção integrado, espaço para duas pessoas e bitola traseira bem estreita, quase o transformando em um triciclo.

No design atual, os faróis foram anexados à carroceria, não fazendo mais parte do desenho original. Já a área envidraçada é mais ampla. Mas, se pensarmos em como um projeto desse teria sido aprovado, ainda mais na Europa, a empresa diz que a tarefa não foi nada fácil. O problema todo estava na porta frontal, que dificultava os testes de segurança que a União Europeia impõe aos carros.

Pelo menos observando a imagem do interior, não é possível ver qualquer airbag, embora o item de fato não seja obrigatório em diversos países da União Europeia, nem mesmo o sistema de freios ABS. Obviamente, o padrão de segurança do velho continente é elevado o suficiente para que quase a totalidade dos carros seja bem equipada ou tenha bom nível de proteção estrutural.

Bom, aprovado, o Microlino obviamente terá de portar estes dois itens se pretender entrar em mercados como dos EUA ou no Brasil, exceto se for vendido em baixa volume, como um veículo de baixa velocidade, como o Renault Twizy, por exemplo. Falando em desempenho, o pequeno elétrico tem um motor elétrico de 20,3 cavalos, suficientes para que ele alcance 100 km/h.

A bateria tem duas opções, sendo uma de 8 kWh e outra de 14,4 kWh, que garantem assim 120 ou 215 km de autonomia. Dependendo da versão, o Microlino terá ainda um patinete elétrico como acessório. Os preços variam de 8,5 mil a 12,8 mil euros.

Logo após o governo federal criar a GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística), as Indústrias Romi iniciaram a fabricação de uma variante local do BMW-Isetta, que aqui ficou conhecido como Romi-Isetta. Equipado com motor de dois tempos, um cilindro e 300 cm3, o pequenino nacional foi lançado em 5 de setembro de 1956 e produzido em Santa Bárbara d´Oeste.

Em 1959, o Romi-Isetta ganhou um motor de 4 tempos de origem BMW e continuou em produção até 1961, tendo sido feitos mais de 3 mil unidades, hoje raríssimas. Ostenta o título de primeiro automóvel fabricado inteiramente no Brasil, já que antes os veículos eram apenas montados por aqui.

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Publicado no Verdesobrerodas



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