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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Carro elétrico ajudará Fernando de Noronha ser carbono zero


Fernando de Noronha pode se tornar referência nacional em sustentabilidade ao se tornar o primeiro distrito com carbono zero do país. Lançado em 2013, com previsão para cumprir a meta em cinco anos, ou seja, em 2018, o projeto ganhou novo prazo: 2030. Até lá, o governo do estado deve procurar empresas que desenvolvam produtos e serviços voltados à economia de baixo carbono para os eixos de mobilidade, energia, resíduos, água, gestão sistêmica, educação, solo e urbanismo. A emissão de dióxido de carbono é a principal causa do aquecimento do planeta via efeito estufa.

Na prática, neutralizar as emissões de carbono significa compensar todos os lançamentos numa espécie de balança ecológica. Isto é, se Noronha queima X gases do efeito estufa, deverá compensar o desequilíbrio neutralizando os outros X presentes na atmosfera. Quando o projeto foi lançado, pesquisadores e autoridades de nove países participaram dos estudos e do lançamento das ações. 

Além de precisar lidar com o descarte de resíduos sólidos em um território de 17  km2 por onde passam quase 95 mil turistas por ano, o principal desafio está relacionado às companhias aéreas. De acordo com o inventário de carbono de Noronha, 53% das emissões eram provenientes das viagens de avião. 

Entre as ações já realizadas estão a instalação de duas plantas solares com capacidade para gerar um megawatt – o equivalente a 10% da demanda de energia elétrica do arquipélago. A implantação do projeto-piloto das bicicletas elétricas compartilhadas e do primeiro veículo elétrico em carregamento de estação solar foram outras medidas. Foi fomentada ainda a criação de uma plataforma pernambucana para a produção de bioquerosene de aviação (BioQva), além da realização de campanha para o uso de combustível verde em voos entre Noronha e o Recife.

“Vamos ainda buscar atingir a meta de 100% do suprimento da energia de Fernando de Noronha a partir de fontes renováveis (solar, eólica, biomassa), fazendo com que a Usina Tubarão funcione apenas como back up (reserva estratégica)”, afirmou o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos Cavalcanti.

Falta ainda implantar redes elétricas inteligentes, com sistema de informação integrado e estímulo à microgeração distribuída - principalmente energia solar -, com automação da rede, iluminação pública inteligente e abastecimento de veículos elétricos. “Estão previstas ainda a instalação de uma terceira Planta Solar com capacidade para gerar 1 Mw, sendo destinado a suprir a demanda para carregamento dos veículos elétricos, no modelo de compartilhamento, e a implementação do polo de tecnologias sustentáveis e de baixa emissão de carbono em Noronha”, pontuou Cavalcanti.

“Cabe destacar que os territórios insulares do planeta compõem mais de um terço dos países signatários do Acordo do Fórum de países Vulneráveis ao Clima que se comprometem a atingir 100% de energia renovável, anunciado na conferência COPP 22 (realizada em Marrakesh, no Marrocos, em 2016). A meta inicial do Programa Noronha Carbono Neutro, lançado em 2013, era de no prazo de cinco anos tornar o território neutro em emissões de carbono. Mas, diante das inúmeras dificuldades encontradas neste período, além da crise econômica e financeira pela qual passou e passa o Brasil, estima-se que a meta a ser alcançada seja em 2030”, explicou o secretário estadual de Meio Ambiente em Sustentabilidade. 
 
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Publicado no Verdesobrerodas



Por Diário de Pernambuco conteúdo

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