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domingo, 29 de julho de 2018

Califórnia detém 50% dos carros elétricos vendidos nos EUA


Falar de carros elétricos nos Estados Unidos é falar de Califórnia. Isso porque 50% dos carros elétricos vendidos no país são vendidos naquele estado.

Esse sucesso, metade das vendas dos Estados Unidos, vem por uma questão cultural da região, mas principalmente por um plano de governo, por políticas públicas fortes focadas em incentivar esse tipo de veículo.
A Califórnia foi o primeiro estado a criar um programa de emissão zero, que determina que uma parte dos carros vendidos tem que ser movida à eletricidade. E o governo dá uma forcinha para quem quer o seu.

Na casa do brasileiro Guilherme Rossi não tem um só, mas dois carros elétricos. Guilherme comprou o carro pelo equivalente a R$ 75 mil. Só que um terço desse valor foi devolvido para ele pelo governo. Mas com dois carros para ligar na tomada, já dá para imaginar que a luz vai subir. “É como se fosse uma máquina de secar roupa ligada por seis, sete horas direto toda noite. Gasta uma boa luz. A nossa vantagem é que temos painéis solares que reduzem o nosso custo de energia”, disse Guilherme.

E 60% do que o Guilherme gastou nos painéis solares do telhado, ele recebeu de volta em abatimentos do Imposto de Renda. Guilherme tem uma empresa de aluguel de carros e o modelo elétrico faz sucesso. É um Tesla, a empresa mais revolucionária quando se fala em elétricos. Não por acaso ela fica na Califórnia e já vale mais do que algumas das montadoras mais tradicionais do mundo, mesmo produzindo menos de 2% dos veículos.
 
Na Europa, a preocupação com o aquecimento global acelerou o ritmo dessa mudança que, em breve, vai levar os canos de descarga à extinção. Em 2040, países como França e Reino Unido vão proibir a venda dos carros convencionais. Na Noruega, o prazo é 2025. No país que é considerado o mais feliz do mundo, 20% dos carros novos já são elétricos. Paris, com sua fama de impaciente, resolveu que o último cano de descarga será expulso das ruas em 2030. Em Londres, já em 2020, qualquer carro que circular pela cidade vai ter que ser no mínimo híbrido, ou seja, alternando gasolina e eletricidade. Fábricas, portanto, trabalhem depressa.


É no fim da linha de montagem que acontece a grande revolução. O carro finalmente vai se tornar elétrico, porque a bateria vai ser colocada nele. A grande novidade é que a bateria enorme, pesando quase 300 quilos, dá uma grande autonomia ao motorista. Ao contrário do que acontecia antigamente, quando o motorista dava uma voltinha no bairro e já tinha que recarregar o carro, agora é possível andar mais de 300 quilômetros sem precisar de recarga.

A previsão é que, daqui a três anos, um carro popular elétrico possa viajar 360 quilômetros sem parar e a recarga total vai ser feita em pouco mais do que 20 minutos. “A cidade do futuro terá muitos carros elétricos, será muito mais silenciosa e muito mais adequada que a cidade de hoje. Então eu penso que é uma batalha em que vale a pena combater”, disse o diretor de Rlétricos da Renault, Gilles Normand.

Para incentivar a mudança, a França dá até dez mil euros de ajuda para quem comprar um elétrico. Pelas previsões da Associação Francesa para o Desenvolvimento da Mobilidade Elétrica, em 2025, um carro com bateria deverá custar o mesmo que um carro a gasolina.

Uma parte gigantesca desse mercado está na Ásia. E a China já largou na frente. Com subsídios do governo, a China vendeu quase meio milhão de carros elétricos em 2017, mais da metade das vendas no mundo.

O Japão vem bem atrás, mas não está parado. Hoje, no Japão, existem mais pontos de recarga para veículos elétricos do que posto de gasolina. Isso dá a dimensão de como se encara a busca por novas energias para mover o país.

O governo japonês investe mais na tecnologia dos carros a hidrogênio, mas não fecha a porta aos elétricos. A pequena empresa do senhor Ohmura está oferecendo o pacote completo: carro elétrico e painéis solares para as garagens. Ele diz que o modelo será perfeito para cidades do interior onde não existe tanta opção de transporte público.

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Publicado no Verdesobrerodas



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