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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quem aposta contra a mobilidade elétrica, vai se arrepender?


Segundo este estudo, divulgado já esta quarta-feira pelo organismo sediado em Paris, França, a quantidade de veículos elétricos a circular deverá passar, em apenas 24 meses, dos atuais 3,7 milhões de unidades, para as 13 milhões de viaturas.

De acordo com os números agora divulgados pela Agência Internacional de Energia (AIE), instituição que tem por missão aconselhar as nações mais industrializadas na sua política de Energia, o crescimento nas vendas deste tipo de veículos zero emissões, deverá rondar os 24% ao ano, até ao final da década.

Além da surpresa dos números, o estudo acaba sendo igualmente uma boa notícia para os construtores automóveis, que têm vindo a mudar a agulha para a mobilidade elétrica, como é o caso de gigantes como o Grupo Volkswagen ou a General Motors. E que seguem assim o caminho que tem vindo a ser desbravado por fabricantes como a Nissan ou a Tesla.

Já sobre aquelas que serão as principais tendências no mercado automóvel, até ao final de 2020, o mesmo documento defende que a China continuará a ser o maior mercado em termos absolutos, e igualmente para os elétricos, os quais, acrescenta, deverão tornar-se um quarto do total de viaturas comercializadas na Ásia, até 2030.

O documento refere também que os elétricos, não apenas crescerão, como substituirão muitos dos veículos com motores de combustão a circular nas estradas. Fazendo assim, cair em 2,57 milhões por dia, a necessidade de barris de petróleo — basicamente, aquilo de que a Alemanha necessita por dia.

Mais Gigafactories, precisam-se! Pelo contrário, o aumento da procura por veículos elétricos levará igualmente a uma maior necessidade de fábricas de produção de baterias. Com a AIE a prever que sejam necessárias, pelo menos, mais 10 mega-fábricas, semelhantes à Gigafactory que a Tesla está a construir nos EUA, para responder às necessidades de um mercado constituído maioritariamente por veículos ligeiros — de passageiros e comerciais.
Mais uma vez, será a China a absorver metade da produção, logo seguida da Europa, da Índia e, finalmente, dos EUA.


Já no domínio dos veículos, a mobilidade elétrica dos próximos anos deverá abarcar, igualmente, os ônibus, os quais, segundo o estudo agora apresentado, representarão em 2030 cerca de 1,5 milhões de veículos, fruto de um crescimento de 370 mil unidades por ano. Só em 2017, foram vendidos, em todo o mundo, quase 100 mil ônibus elétricos, 99% dos quais na China, com a cidade de Shenzhen a liderar a transformação, tendo já, neste momento, toda uma frota de veículos a operar nas suas artérias.

Resultado também deste crescimento, a Agência Internacional de Energia prevê ainda um aumento da procura, nos próximos anos, de materiais como o cobalto e o lítio. Elementos indispensáveis na construção das baterias recarregáveis — utilizadas não apenas nos automóveis, como também nos telemóveis e portáteis.

No entanto, uma vez que 60% do cobalto existente no mundo está na República Democrática do Congo, onde o produto é minerado com recurso a mão-de-obra infantil, os governos começam a pressionar os fabricantes para que encontrem novas soluções e materiais, para as suas baterias.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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