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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Ônibus elétricos de Shenzhen evitam emissões de 1,35 milhão tCO2


Por anos, a cidade chinesa de Shenzhen, na província de Guangdong, a 2,2 mil quilômetros de Pequim, operou com o que era considerada a maior frota de ônibus elétricos do mundo. Em janeiro deste ano, então, a administração local anunciou que todos os 16.359 veículos que fazem o serviço público municipal são movidos à eletricidade. Shenzhen estima que os fluxos de carros elétricos impedem que 345 mil toneladas de combustível sejam despejadas na atmosfera a cada ano e ainda corta 1,35 milhão de toneladas de dióxido de carbono.

A revisão elétrica acabou meses antes do previsto e tirou milhões de dólares em investimentos na manutenção dos veículos e na atualização das características dos carros. A cidade adquiriu uma série de modelos de ônibus novos e construiu estações de recarga suficientes para abastecer metade da frota de cada vez – cerca de 8 mil pontos de recarga e 510 estações de recarga.

A cidade também está na vanguarda na conversão da frota de táxis em veículos elétricos. Aproximadamente 62,5% dos cerca de 12 mil táxis da cidade são movidos à eletricidade, e o dirigente de transporte público do município chinês, Zheng Jingyu, afirmou que pretende tornar a frota inteira elétrica até 2020.

A agressiva adoção de veículos elétricos é um modelo para outras cidades globais, incluindo cerca de 123 megalópoles que planejam eletrificar suas frotas de ônibus a partir de 2025. Em outubro do ano passado, elas assinaram o acordo do C40, uma coalizão de grandes cidades do mundo que pretendem "liderar a mudança climática" mundial. São elas: Londres, Paris, Milão, Copenhague, Barcelona, Quito, Cidade do México, Los Angeles, Seattle, Vancouver, Auckland e Cape Town.

Os signatários do projeto se comprometeram a iniciar os projetos de zerar as emissões de ônibus em 2025, de forma que até 2030 a maior parte das cidades esteja livre dos veículos movidos a combustíveis fósseis.

Em São Paulo, a prefeitura liberou os automóveis híbridos e elétricos do rodízio municipal que limita a circulação de veículos durante os dias da semana. A ideia da administração é que, ao diminuir o custo de aquisição, mais cidadãos optarão por esse tipo de veículo. De acordo com os números do Detran-SP, 2.214 automóveis elétricos com o licenciamento em dia rodavam pelo estado de São Paulo em 2015 – apenas 723 particulares.

Segundo a consultoria Accenture Strategy, em parceria com a FGV Energia, o mercado brasileiro tem potencial para vender 150 mil unidades de carros elétricos por ano – cerca de 7% das vendas totais de automóveis em 2016.

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Publicado no Verdesobrerodas



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