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domingo, 24 de junho de 2018

Mov.e revela solução para carregamento dos veículos elétricos


A Mov.e criou uma plataforma para individualizar o consumo do carregamento de veículos elétricos. A startup está à procura de investidores.

Quem hoje tenha um veículo elétrico, um carro, uma moto ou uma bicicleta depara-se com o problema do carregamento. Enquanto alguns veículos permitem retirar e levar a bateria para ser carregada em casa na tomada elétrica, outros não dão essa facilidade ao proprietário, que tem de os carregar na ficha elétrica da garagem do seu prédio ou do edifício onde a sua empresa está instalada. 

A startup criada por três colegas do MBA, que se juntaram para agarrar esta oportunidade de negócio, oferece uma solução low-cost e escalável para o carregamento de todo o tipo de veículos elétricos. Tem a vantagem de usar a atual infraestrutura de rede elétrica e fornecer um serviço de carregamento que otimiza os recursos e satisfaz as necessidades da sociedade de forma sustentável. 

Como tudo começou? O projeto nasceu em dezembro do ano passado, quando Pedro Garcia, José Toscano e Pedro Silva terminaram o Lisbon MBA e foram para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, uma das fases deste programa de gestão da Nova School of Business e da Católica-Lisbon School of Business and Economics. 

Quando voltaram do MIT decidiriam trabalhar na área de blockchain (protocolo que permite transações sem intermediário na internet) e criaram uma startup na mobilidade elétrica. Vencem o concurso para entrar no acelerador da Porsche, tendo sido distinguidos por terem identificado uma solução para o problema do carregamento de veículos elétricos e híbridos.

Ao terem sido distinguidos nesta iniciativa promovida pela Singularity University, em parceria com a Universidade Nova School of Business & Economics, a Câmara Municipal de Cascais e o hub de inovação Beta-i, acedem a uma oportunidade única de integrarem a equipa da Singularity University. Pedro Corte Garcia, cofundador da Mov.e, foi em representação de todos os fundadores e esteve sete semanas no centro de investigação da NASA, em Silicon Valley, nos EUA, regressando a meio de maio de 2018. Muita coisa mudou e Pedro traz uma nova forma de pensar no negócio. “Nos EUA, depois de falar com pessoas do setor automóvel e com investidores de startups de utilities, mudamos para algo diferente.” Desde então apostam na criação de uma plataforma digital e um dispositivo para detentores de veículos elétricos com muita utilidade em condomínios de edifícios habitacionais, hoteleiros e comerciais. 

O problema que a sua solução vem atacar é muito claro hoje, numa altura em que os proprietários de veículos elétricos são uma minoria: quem paga os consumos de eletricidade daqueles que têm veículos elétricos e os carregam, por exemplo, na garagem do seu prédio? Hoje, esse consumo é pago por todos os condôminos porque não há forma de os individualizar. Com o aumento do número de veículos deste tipo, a questão que se põe é como atribuir esse custo à pessoa que realmente usou a eletricidade.

É aqui que entra a plataforma e o equipamento da Mov.e porque permite saber quem fez o carregamento e que custo teve. “Quisemos criar um produto muito barato e fácil de instalar por qualquer pessoa. A nossa visão é que o futuro do carregamento do veículo elétrico não será o rápido, mas sim o lento”, destaca Pedro Garcia. É que, segundo defende, ao contrário do carregamento lento, “o carregamento rápido obriga a uma dispendiosa instalação de infraestrutura; são valores muito altos”. Como funciona? 

A Mov.e instala o seu equipamento no condomínio de um prédio, num centro comercial ou num hotel, por exemplo. Cada equipamento tem várias tomadas, onde várias pessoas podem abastecer. Este está preparado para carregar todo o tipo de veículo elétrico, tanto 100% elétricos como os híbridos, no caso de se alimentarem tanto de eletricidade como de combustível. 

Basta ter o modelo europeu de adaptador Menneke para poder usar a solução da Mov.e. O equipamento é vendido (hoje custa cerca de 300 euros) e a startup cobra uma taxa pelo serviço. Estão nesta fase a concluir o protótipo e esperam tê-lo pronto no final do ano, enquanto procuram investidores. “Optámos por testar o nosso produto e a solução em Portugal, onde este mercado está a crescer 100% ao ano.”

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Publicado no Verdesobrerodas



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