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domingo, 3 de junho de 2018

Jeep quer ter dez modelos eletrificados até 2022

O Grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) na apresentação do seu plano de negócios para os anos 2018-2022, deu grande destaque à Jeep. E não admira: é atualmente a marca mais valiosa da FCA, aquela com maior potencial global — tanto a nível comercial como rentabilidade —, e cuja gama é composta unicamente por SUV, o tipo de veículos cujas vendas mais crescem no planeta.

O que se destaca mais não são apenas os novos produtos — já lá iremos —, mas a galopante eletrificação que veremos no construtor norte-americano. Até 2022, ano de conclusão do plano de negócios anunciado e caso seja concretizado na totalidade, a Jeep terá no seu portefólio 10 propostas híbridasentre semi-híbridos e híbridos plug-in e quatro 100% elétricas.

A marca também abraçará os avanços tecnológicos que assistimos na indústria relativamente à conectividade e à condução autônoma — praticamente toda a gama apresentará nível 3 de condução autônoma até 2022.

Ao contrário da Alfa Romeo e Maserati, cujos planos revelaram o descontinuar de alguns modelos até 2022, a Jeep mantém todos os seus modelos e adiciona alguns, cobrindo, de acordo com esta, todos os segmentos do mercado, do A ao F. E começando pelo segmento mais baixo, a Jeep apresentará um novo modelo abaixo do Renegade, com menos de 4,0 m de comprimento, destinado aos mercados europeu, indiano e chinês.

Apesar do tamanho, não deixará de ser um verdadeiro Jeep — terá versões com tração integral e até variantes “Trail Rated”, ou seja, capazes de enfrentar obstáculos que deixam outros SUV/Crossover com suores frios. Será também parcialmente eletrificado — a Jeep não refere se será um mild-hybrid, híbrido ou híbrido plug-in — e com tônica na conectividade.

No outro extremo, acima do Grand Cherokee, com o objetivo de enfrentar os peso-pesados da indústria, como o Range Rover, a marca norte-americana apresentará os já há muito anunciados e aguardados Wagoneer e Grand Wagoneer. Já o conhecíamos do plano de negócios anterior, mas indecisões ao nível da base a que recorreria, ditaram o seu adiamento para o final da década. Além de uma forte aposta no luxo interior, o Wagoneer e Grand Wagoneer conhecerão também versões eletrificadas e nível 3 de condução autônoma.

De resto, até 2022, teremos novas gerações do Renegade, do Cherokee (que recebeu este ano um restyling) e do Grand Cherokee e um Compass refrescado. O Grand Cherokee terá a companhia de um novo SUV com sete lugares — mas não será o único Jeep com esta lotação. Já está em comercialização o Grand Commander, um SUV de sete lugares específico para a China, e prevê-se outro, específico para o mercado sul-americano.

O Wrangler, o ex líbris da marca, conhecerá vários desenvolvimentos, o mais interessante dos quais será o adicionar de uma pick-up com base neste — um modelo há muito pedido pelos norte-americanos. Além da nova tipologia, também o Wrangler será eletrificado — o 2.0 Turbo a gasolina já é proposto com sistema semi-híbrido —, prevendo-se uma variante híbrida plug-in e até um elétrico.

Para garantir o cumprimento das metas de redução de CO2, justifica-se o forte investimento na eletrificação do portfólio, que compreende diversos patamares de eletrificação — dos semi-híbridos aos totalmente elétricos. Entre os elétricos, o Renegade é um dos quatro modelos zero emissões prometidos.
 
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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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