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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Coppe/UFRJ mostra terceira versão ônibus híbrido elétrico-hidrogênio


A greve dos caminhoneiros deixou um alerta: o Brasil precisa investir com urgência em novas matrizes de energia, rompendo a dependência dos combustíveis fósseis. O setor de transporte público conhece vários programas, que se espalham pelo Brasil, com alternativas viáveis e eficazes, mas faltam incentivo e apoio governamentais. 

Dentre as experiências bem-sucedidas, destaca-se a do laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha para lançar em versão comercial um ônibus movido a hidrogênio, o H2+2.
Com pesquisas desde 2005, e após lançar seu primeiro protótipo em 2010, o ônibus alcançou sua terceira versão em 2017. A terceira geração do ônibus híbrido elétrico-hidrogênio da Coppe/UFRJ, além de mais eficiente do ponto de vista energético, está mais adequado aos métodos industriais de fabricação, visando à produção em série.

Equipado com um motor híbrido movido a hidrogênio e eletricidade, o veículo tem capacidade para 69 passageiros, com autonomia de 330 quilômetros, o equivalente ao deslocamento médio diário dos ônibus urbanos a diesel. Assim como os carros de Fórmula 1, o veículo recupera a energia cinética, que é produzida com a movimentação e, nos veículos comuns, desperdiçada nas desacelerações e frenagens. No H2+2, é regenerada em energia elétrica e reaproveitada.

Paulo Emílio de Miranda, coordenador do LabH2 e presidente da Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2), estima hoje que o custo para produzir uma unidade do veículo é de cerca de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Um ônibus convencional está na faixa de R$ 500 mil.
Segundo o professor Paulo Emílio, o novo ônibus possui desempenho energético superior aos veículos congêneres e convencionais. “Isso foi conseguido com desenvolvimentos e arranjos inovadores de engenharia de hibridização da energia a bordo. Entre outras iniciativas, desenvolvemos um conversor de energia seguidor de eficiência com pilha a combustível para a geração de energia elétrica a bordo, o que diminuiu o peso, o custo e o consumo de combustível”, ressaltou.

Feito em parceria com a Tracel, empresa criada na Coppe/UFRJ, o protótipo já recebeu investimentos de R$ 15 milhões, com financiamento de Furnas. Os equipamentos desenvolvidos especialmente para uso em tração elétrica tornaram-se mais compactos, mais leves, mais eficientes, e também ganharam novas funções. “Os equipamentos foram arranjados sob nova topologia. Os modos de comunicação, monitoração, aquisição de dados e controle foram modernizados, automatizados e ganharam redundâncias, garantindo a continuidade de operação”, explica o professor.

Já há tratativas com as prefeituras de Volta Redonda, no Sul Fluminense, e Salvador para o uso da tecnologia a hidrogênio.

De acordo com informações da Coppe/UFRJ, os testes com passageiros foram intensificados em 2014 e realizados durante dois anos. “Nesse período, enquanto as novas tecnologias eram implementadas e testadas em etapas, o ônibus circulou com frequência, na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. Nessa fase, o veículo transportou mais de 30 mil passageiros entre funcionários, visitantes e principalmente alunos. Foram percorridos aproximadamente 8 mil km e o consumo de hidrogênio foi de 6,7 kg a cada 100 km, com o ar-condicionado ligado. Como parte dos testes, além de circular na Cidade Universitária, o ônibus também transportou atletas na Vila Olímpica, durante os Jogos Olímpicos 2016.

O ônibus a hidrogênio da Coppe/UFRJ participa da 22ª Conferência Mundial de Energia do Hidrogênio, evento que reúne 50 países no Rio de Janeiro de 17 a 22 de junho.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Adamo Bazani conteúdo

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