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segunda-feira, 18 de junho de 2018

China tem 102 fabricantes e 355 modelos elétricos no mercado


O governo chinês está preocupado com o avanço dos carros elétricos de baixa qualidade. Com pomposos incentivos fiscais, o gigante asiático quer se tornar líder em produtos de alta tecnologia, com o objetivo de ter maior prestígio no mercado internacional. Como o país comunista permite a criação de qualquer empresa desse setor, existem nada menos que 102 fabricantes de veículos elétricos em atividade e, no mês de março, estes produziram 355 modelos diferentes para atender o mercado interno.

Em uma comparação, o Brasil só fabrica atualmente ônibus elétricos e em breve caminhões. Mas, apesar da grande quantidade de empresas fazendo carros elétricos na China, apenas poucos conseguem vender muito e a grande maioria só faz número. No ano passado, segundo a Reuters, o país vendeu 328 mil veículos elétricos, tendo alta de 141,6%. Ou seja, cada modelo teria vendido apenas 924 unidades se a distribuição fosse igualitária e os números de março correspondessem ao de 2017 inteiro.

Então, existem muitas empresas fazendo exatamente o que o governo não quer. Por isso, a chamada Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma quer rever os parâmetros para financiamento desses fabricantes pequenos, aumentar a fiscalização nos projetos e ampliar a regulação contra esses veículos de baixa qualidade. Nesse sentido, Pequim cortou verbas para 2.000 projetos de carros elétricos, considerados de pouca relevância para o mercado.

O país busca uma posição de consolidação internacional, mas isso acaba quando interessados entram em sites de e-commerce e encontram milhares de ofertas de carrinhos elétricos ainda usando baterias de chumbo-ácido. Mesmo aqueles que possuem níquel ou lítio, mas não acrescentam nada em termos tecnológicos, também estão na mira do governo central. Com 1,8 milhão de veículos elétricos em circulação, a China tem mais da metade da frota mundial, mas a grande maioria é desses pequenos carros.

Praticamente todos os dias surgem novos projetos, muitos são clones de marcas internacionais e mesmo de conceitos dessas. Em contrapartida, apenas algumas startups estão se elevando em níveis mundiais com projetos altamente avançados, como são os casos de Nio e Byton, por exemplo. Ainda assim, o uso de tecnologias mais avançadas não só custam muito mais, mas também são mais complexas de serem realizadas.

Como é o caso da sócia da JAC, a Nio, que está enfrentando problemas com a produção do SUV ES8, que tem 97% de alumínio em sua estrutura. A Byton focou muito na condução autônoma, mas ainda não pode se dar ao luxo de colocar seus carros nas ruas sem legislação, por isso espera que as coisas mudem a partir de 2019. Algumas empresas chinesas que se fixaram nos EUA ainda não estão respondendo como se deve e outras tiveram enormes problemas financeiros.

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Publicado no Verdesobrerodas



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