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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Vendas de carros eletrificados crescem mais de 70% no Brasil


As vendas de carros elétricos e híbridos subiram 70,73% de janeiro e abril de 2018, segundo dados da Anfavea. O segmento ainda é pequeno e representa apenas 0,2% do mercado nacional. Foram 1.260 unidades no quadrimestre contra 738 exemplares vendidos em igual período de 2017. Para termos uma ideia, os automóveis e comerciais leves movidos apenas por gasolina representaram 25.367 unidades nos primeiros quatro meses do ano, sendo que é a categoria de combustível menos vendida no mercado, perdendo para o diesel (63.460) e flex (648.407).

Em janeiro, foram 272 veículos, seguidos de 254 em fevereiro e 367 unidades, tanto em março quanto em abril. O Toyota Prius é o mais emplacado do período com 942 unidades. Com baixa oferta de carros elétricos e híbridos no mercado nacional, praticamente os números só se sustentam por conta do liftback da marca japonesa, que emplaca anualmente em média 3 mil unidades. As poucas opções elétricas são de nicho e poucas unidades são emplacadas mensalmente.

O motivo da baixa oferta e vendas no Brasil é a falta de incentivos para estes dois segmentos. O carro elétrico puro paga nada menos que 25% de IPI, enquanto o híbrido consegue 13%. Um carro popular com motor 1.0 litro para 7% e chega a emitir mais poluentes na atmosfera. Com alto custo de baterias e sistemas eletrônicos, os fabricantes pouco se arriscam nesse mercado por conta disso, já que os preços ficariam bem mais elevados.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil possui uma frota de pouco mais de 7 mil carros elétricos e híbridos em circulação. Como comparação, os EUA possuem uma frota de cerca de 100 mil veículos, enquanto a China tem 312 mil rodando. Como no Inovar-Auto não houve nenhum mudança na tributação, tendo apenas o imposto de importação reduzido para híbridos e zerado para elétricos, o segmento ainda sofre com a falta de apoio.
Porém, já está previsto no Rota 2030 uma mudança radical nesse caso, com os elétricos passando a recolher 7% – o mesmo que os carros com motor até 1.0 litro – e os híbridos baixando para o mesmo nível, embora o assunto tenha sido discutido na semana passada e não se saiba exatamente como ficou. A redução de IPI, mais a isenção de imposto de importação, deve ajudar nos emplacamentos e lançamentos.

As montadoras já planejam carros tanto elétricos quanto híbridos, sendo que a Toyota se prepara tanto para a versão flex, quanto para sua produção no Brasil. Outras marcas, como a GM e a Nissan, confirmaram o lançamento de modelos totalmente elétricos nos próximos meses. Quanto à infraestrutura, o assunto ainda engatinha, mas pode tomar bom impulso após o Rota 2030 ser anunciado oficialmente.

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Publicado no Verdesobrerodas



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