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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Toyota deve apostar mais nos modelos hídridos


Apesar de ser um dos percursores no domínio dos veículos híbridos, a Toyota continua com dúvidas relativamente aos veículos 100% elétricos. Defendendo mesmo que os híbridos continuarão a ter mais peso e importância, que os EV.

Apesar da decisão recentemente anunciada de lançar uma variante elétrica do crossover C-HR na China — a partir do próximo ano, a China obriga todos os construtores a ter na sua gama carros 100% elétricos —, a Toyota mantém-se renitente quanto a um possível futuro passo para os veículos 100% elétricos.
Não apenas por entender que os híbridos continuarão a ser uma opção mais válida, mas também por causa da desconfiança que mantém relativamente às baterias de iões de lítio — mas já não quanto às de estado sólido!

A mais recente tomada de posição foi assumida pelo diretor geral executivo da Toyota Motor Company, Shizuo Abe, que, em declarações à Wards Auto, afirmou que “nós acreditamos que os híbridos continuarão a ter maior importância que os elétricos”, pelo que “a nossa principal aposta para conseguir atingir as metas fixadas pelos novos regulamentos, não apenas na Europa, como globalmente, continuará a ser os híbridos”.

Segundo o mesmo responsável, a Toyota acredita que as vendas globais dos seus híbridos (regulares) atingirão as quatro milhões de unidades em 2030 — a Toyota vende globalmente à volta de 10 milhões de carros por ano —, adicionando várias centenas de milhares de híbridos plug-in e várias centenas de milhares de veículos 100% elétricos.

Para Shizuo Abe, o maior problema nos atuais veículos elétricos está nas baterias de iões de lítio, as quais são caras, grandes e pesadas, além de exibirem “características de deterioração” que as fazem perder capacidade à medida que envelhecem e somam centenas de ciclos de carga.

O diretor geral executivo da Toyota Motor Company usa, como exemplo, um hipotético Prius 100% elétrico para demonstrar o custo das baterias. Caso houvesse um Prius 100% elétrico, para conseguir uma autonomia de 400 km, bastaria, talvez, um pack de baterias de iões de lítio de 40 kWh. Só o custo das baterias ascenderia a qualquer coisa como entre seis mil e nove mil euros.

Mesmo que, com o passar do tempo, o preço das baterias descesse para metade — como se prevê que aconteça até 2025, apesar de ser um objetivo ambicioso — tal não significa, obrigatoriamente, que o elétrico se torne mais apelativo para a generalidade dos consumidores, defende Abe.Mais interessante, para o mesmo responsável, parece ser a futura tecnologia de baterias de estado sólido, garantindo mesmo que a Toyota quer comercializar esta solução “o mais rapidamente possível”. 

Apesar de a Toyota ter anunciado que pretendia comercializar elétricos com baterias de estado sólido já em 2022, Shizuo Abe afirma que serão, para já, veículos de teste e pequenas produções, com a produção em massa a acontecer em 2030, “uma data mais realista” para o lançamento desta tecnologia no mercado.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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