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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Portugal parece bem preparado para a mobilidade elétrica


Em Portugal para participar no World Shopper Conference Iberian 2018, conferência ibérica que teve lugar no Estoril, Jörg Heinermann liderou, em tempos, a filial portuguesa da Mercedes-Benz. Cargo que entretanto deixou, para assumir as funções de Global Head of Sales and Marketing da Mercedes-Benz no âmbito da estratégia C.A.S.E. — Connected, Autonomous, Car-Sharing, Electric.

Não só devido à paixão que sempre assumiu nutrir pelo nosso País, mas também e segundo revelou agora numa conversa em que também participou a Razão Automóvel, por considerar que o nosso mercado é um dos que, na sua opinião, melhor preparado estará, para receber a nova estratégia de mobilidade definida pelo construtor alemão. A começar, pela condução autônoma e pela mobilidade elétrica.

Jörg Heinermann destaca, por exemplo, o percurso já feito pelo nosso País no domínio das energias renováveis e que faz, hoje em dia, “já praticamente toda a energia utilizada em Portugal provenha de fontes não-poluentes”. Situação que, defende, torna o carro elétrico “um veículo verdadeiramente ecológico”, além de colocar o mercado português entre os primeiros países a receber, já em 2019, aquele que será o primeiro veículo 100% elétrico da Mercedes.

Aliás, na opinião do alemão, a afirmação do veículo elétrico, em mercados como o português, passa, atualmente, mais pela regulamentação, do que propriamente pela receptividade do público. Até porque, “dentro de cinco ou seis anos, vamos passar a barreira dos 300, 350 km de autonomia reais”, sendo que, a caminho, está já “uma nova rede de supercarregadores, denominada Ionity, com potências até 300 kWh, que permitem, por exemplo, que, em apenas 10 minutos, seja possível carregar as baterias de um veículo elétrico, com carga suficiente para ir de Lisboa ao Porto!”.

Já quanto à condução autônoma, o Global Head of Sales and Marketing da Mercedes-Benz considera Portugal um país pronto para receber a mobilidade autônoma. Graças também à posição assumida pelos políticos nacionais, os quais, revela Jörg, “têm-se mostrado muito receptivos a, inclusivamente, mudar a lei, de forma a abrir as portas à condução autônoma”. Motivo pelo qual o alemão acredita que, “dentro de cinco a seis anos, vai ser possível fazer Lisboa-Porto num veículo verdadeiramente autônomo”.

Aliás e sobre esta designação, “Autônomo”, Jörg Heinermann não perde a oportunidade de lançar uma farpa com destinatário bem definido — a Tesla. Ao defender que, aquilo que existe atualmente, “não é verdadeiramente uma tecnologia ‘Autopilot’, mas sim condução autônoma de nível 2 e 3, as quais exigem que o condutor esteja sempre atento. Como tal, temos de ter muito cuidado com a aplicação da designação como Autopilot, a qual significa ‘piloto 100% automático’, ou seja, que dispensa a intervenção humana.” “Portugal está entre os 15 países mais avançados na conectividade”

Defendendo a excelente posição do mercado português face à estratégia C.A.S.E., Jörg Heinermann elogia, igualmente, a receptividade dos consumidores nacionais às tecnologias de conectividade. Nas quais “Portugal está, inquestionavelmente, entre os 15 países mais avançados”, defende.

No entender deste responsável da Mercedes-Benz, apenas num dos quatros pilares desta nova visão para o futuro da mobilidade, Portugal estará, neste momento, um pouco mais atrasado: o car-sharing. Isto porque, salienta, “o valor dado à propriedade de um veículo Mercedes ainda é, em Portugal, muito grande”. O que faz com que a mobilidade partilhada continue a ser “um negócio pouco rentável, que à partida só se justifica em aglomerados populacionais com mais de 500 mil habitantes”, ainda que “sempre em parceria com a chamada ‘Exclusive Mobility’, ou seja, o carro próprio”.“Cuja maior vantagem é o fato de estar lá, sempre que é necessário; algo que, infelizmente, nem sempre acontece no car-sharing”, reconhece.

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Publicado no Verdesobrerodas



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