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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Greve dos caminhoneiros não afetam os VE e GNV


Com a greve dos caminhoneiros, os donos de carros movidos a GNV e a eletricidade não tiveram de se preocupar com o desabastecimento de etanol e gasolina nos postos de combustíveis. 

Mas enquanto a instalação do kit com gás natural é algo teoricamente acessível ao consumidor, ter um carro que recarrega na tomada ainda é uma realidade distante para a maioria esmagadora da população. 

Na verdade, puramente elétrico só temos dois modelos comercializados no varejo. Um é BMW i3, que era vendido por R$ 170 mil até o início de 2017 e que retornará em junho numa versão atualizada por cerca de R$ 200 mil. E dá para contar nos dedos quantos vezes nos deparamos com uma unidade nas ruas. O outro ainda é desconhecido no grande mercado, mas tem o preço como um dos atributos: parte de R$ 54.890 (2 lugares) e R$ 57.890 (4 lugares), faixa de muitos carros compactos. Ou seja, é quase uma opção ‘popular’ comparado ao i3. 

Chamado de e.coTech, é importado pela empresa Hitech Eletric, de Pinhais, na Grande Curitiba, e já está homologado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para rodar emplacado nas ruas brasileiras.

O valor do veículo pode baixar ainda mais se o governo confirmar a redução de 25% para 7% na alíquota de importação de carros ecológicos, contemplada no regime automotivo Rota 2030, que está previsto para entrar em vigor ainda neste ano. O modelo para uso urbano é fabricado pelo grupo Aoxin New Energy, uma estatal que é a principal fornecedora de caminhões da China.

É um veículo com opções de 2 e 4 lugares e de baixa performance. Sua velocidade máxima é de 60 km/h. Pode alcançar uma autonomia de 100 km (4 lugares) a 120 km (2 lugares) rodando com média de 35 km/h. A versão maior oferece como opcional uma placa fotovoltaica, encaixada no teto do carro, que capta a energia solar para entregar de 15% a 20% a mais de autonomia para veículo. O acessório sai por R$ 6,5 mil.

A vantagem do modelo, além de não poluir o ambiente, é que pode ser reabastecido em tomadas comuns de 110V e 220V, com um gasto aproximando de R$ 4,50 por recarga.

O e.coTech é movido por dois tipos de baterias: a de gel (comuns em carros a combustão), que tem uma vida útil de 74 mil km, e a de íons de lítio, que encarece os modelos em cerca de R$ 12 mil, porém seu ciclo de recargas dura 180 mil km.  A de gel leva pelo menos 6 horas para alcançar a carga completa, enquanto a de íon é feita em 30 minutos.

Segundo Rodrigo Scheffer Contin, engenheiro mecânico e fundador do negócio em 2016, a economia média anual em combustível pode chegar a R$ 10 mil e o retorno do investimento ocorre em 36 meses. “Com os mesmo R$ 4,50 pagos na recarga do e.coTech para rodar 120 quilômetros na cidade, conseguiríamos colocar 1 litro de gasolina, para percorrer 12 km [considerando o consumo médio de carros compactos econômicos]. Ou seja, o custo do quilômetro rodado do modelo elétrico é dez vezes menor que o de um carro a combustão", compara.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Gazeta do Povo conteúdo

Um comentário:

  1. Se o custo das baterias cair, um carrinho desse não chegaria a custar R$ 20.000,00, sendo o retorno do investimento muito rápido! As baterias de estado sólido podem mudar essa realidade!

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