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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Adaptação de motor elétrico melhora desempenho do Civic R


Deixa-te surpreender pela tecnologia Ring-Drive, da empresa Orbis. Que, para demonstrá-la, aplicou-a num Honda Civic Type R. Resultado: mais 142 cv e tração integral para o "hot hatch".

Embora, tanto a Orbis, como o vídeo, não revelem totalmente como é que tudo acontece, efetivamente, trata-se de uma roda com um motor elétrico integrado no aro da jante.

A tecnologia “Ring-Drive” integra na roda um motor elétrico, acompanhado de uma pequena transmissão de duas velocidades feita à medida, e de um rotor de travão também acoplado ao aro da roda — ou seja e como podemos ver na adaptação feita ao eixo traseiro do Type R, o cubo da roda permanece estático, só se movendo o aro da jante. E como dá para ver na scooter, pode-se prescindir totalmente do cubo de roda central.

No Honda Civic Type R exposto, cada roda traseira significa um acréscimo de 71 cv de potência, ou seja, são mais 142 cv adicionados aos 320 cv do 2.0 Turbo — um Type R com 462 cv e tração integral (!). De acordo com a Orbis, estas rodas motorizadas não são, apesar da sua maior complexidade, mais pesadas que umas jantes convencionais. Entre as vantagens proporcionadas por esta solução, a Orbis refere um menor momento de inércia, redução das massas não suspensas e menos fricção — com o motor elétrico integrado na roda, não existe, nem semi-eixos, nem diferencial para lidar.

No campo da performance, estima-se que o boost proporcionado pelas rodas traseiras, façam com que este Honda Civic Type R — ainda um protótipo —, consiga assegurar uma aceleração dos 0 aos 100 km/h cerca de 1 segundo mais rápida, que os 5,7s anunciados pelo modelo regular. 

Dinamicamente, também é de esperar um carro ainda mais ágil, com menores tempos de reação — como cada roda traseira é independente, automaticamente temos vetorização de binário. Ao mesmo tempo, a companhia garante melhores consumos no dia-a-dia — este Honda Civic Type R é, efetivamente, um híbrido.

Outro benefício desta tecnologia, é o sistema de freio também montado no aro da roda, o qual garante “pelo menos 50% mais superfície de contacto”, produzindo, ao mesmo tempo, menos 20 a 30% de calor, tudo com pinças mais pequenas e leves. Aspetos que permitem reduzir o índice de fadiga, ou adotar um disco — tecnicamente um aro — de maior diâmetro, em modelos de maior potência.

Apesar das muitas vantagens desta solução com tudo integrado, fica por responder de onde vem a energia que os motores elétricos precisam. Onde estão as baterias que armazenam a energia necessária para o funcionamento de todo o sistema? E qual a capacidade destas?

As rodas podem não implicar mais lastro, mas quantos quilos seriam adicionados em baterias para garantir o fornecimento da eletricidade necessária? De acordo com a Orbis, qualquer carro pode ser convertido com este sistema, mas a integração de todos os componentes de modo a que funcionem perfeitamente, como se tratasse de uma unidade só, deve acarretar custos e tempo de desenvolvimento.

Finalmente e quanto ao aspeto algo tosco do conjunto, a Orbis responde dizendo que é possível cobrir todo o componente com um “embelezador” de roda, o qual pode depois ser decorado à vontade do cliente, graças ao recurso à impressão 3D.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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