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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Vendas de carros eletrificados no Brasil crescem quase 60%

Com base nos Registros Nacionais de Veículos Automotores, a Associação divulgou que houve um aumento de 58,9% na venda de carros elétricos e híbridos no país quando comparados o primeiro trimestre de 2018 com o primeiro trimestre de 2017.

Mas o percentual que impressiona num primeiro momento esconde que o número de carros desse tipo vendidos nesse período aumentou de 562 no ano passado para 893 nesse ano – o que não representa muita coisa.
Prova disso é que, no universo de todas as modalidades possíveis de combustível, os carros elétricos e híbridos continuam equivalendo a apenas 0,2% do total de novos veículos licenciados no Brasil em 2018. 

Como o índice relativo a esse ano não se alterou em relação ao ano passado, a conclusão óbvia é que a indústria automobilística como um todo teve um pequeno crescimento e não especificamente o setor dos carros elétricos. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) existe cerca de 7.120 carros elétricos e híbridos em circulação hoje no Brasil. Mais da metade desses veículos foram emplacados em 2016 (1.085) e 2017 (3.278) e a julgar pelos números desse primeiro trimestre devemos chegar até os 10 mil antes do final do ano.

Porém, mesmo num país com uma forte cultura automobilística, esses números ainda são muito pequenos se comparados com os da China e dos Estados Unidos onde, segundo estudo da Accenture Strategy e da FGV Energia , existe uma frota de cerca de 312 mil e 100 mil carros elétricos ou híbridos em circulação, respectivamente.

As justificativas para que esse ramo da indústria não decole são várias. Ainda que haja um aumento tímido, mas progressivo no interesse das pessoas de utilizar meios de transporte ecologicamente mais corretos, essa ainda não é uma das prioridades de muitas delas que seguem esbarrando em dificuldades como o preço desses veículos.

Como ainda não há a fabricação de nenhum modelo no Brasil, todos os carros elétricos em circulação no país são importados, o que encarece o processo e diminuiu a variedade de opções disponíveis . Aqueles que estiverem buscando colocar um carro elétrico na garagem terão dificuldades para encontrar um modelo por menos de R$ 120 mil. Só isso já reduz bastante a demanda por modelos desse tipo no país. Mas não para por aí.

Quem tiver um carro elétrico na garagem, não deve passar muito perrengue nos grandes centros urbanos ou próximo de casa. Por outro lado, grandes deslocamentos exigem certo planejamento já que a oferta de eletropostos no Brasil ainda é incerta. O governo brasileiro não tem uma contabilidade oficial a respeito disso, mas segundo estimativas da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), existem cerca de 80 eletropostos no país. Já segundo  o aplicativo PlugShare  que contabiliza os pontos de recarga no mundo inteiro, é possível contar cerca de 100 em operação no Brasil.

Paralelo a tudo isso, o governo tenta correr atrás para incentivar o desenvolvimento da indústria e o comércio de carros elétricos e híbridos no país. Num dos casos mais significativos de incentivo ao desenvolvimento desse ramo da indústria automotiva, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad assinou dois decretos em 2015 que liberavam os veículos elétricos e híbridos do rodízio municipal e dava desconto de 50% no IPVA para esses mesmos tipos de automóveis.

Já no âmbito federal, são várias as propostas apresentadas pela Anfavea ao Governo. A Agência formulou um novo regime automotivo chamado Rota 2030 para substituir o atual Inovar-Auto baseado em nove pilares: recuperação da base de fornecedores, localização de tecnologia, relações trabalhistas, eficiência energética, pesquisa e desenvolvimento, segurança, inspeção veicular, logística e tributação. Também consta nessa proposta uma simplificação na cobrança de impostos e a redução de IPI para carros híbridos e elétricos que não são fabricados no Brasil.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Brasil Econômico conteúdo

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