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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Startup da Índia produzirá dez mil riquixás elétricos em um ano


Dez mil riquixás elétricos de três rodas no prazo de um ano, um milhão de veículos movidos a bateria até 2021… As metas ambiciosas foram definidas pela Ola, startup administrada pela ANI Technologies na Índia.

A empresa indiana, principal concorrente da Uber no segundo país mais populoso do planeta, iniciou a discussão de políticas públicas com governos estaduais.
Pelo lado da produção, a Ola deu início a tratativas com possíveis parceiros da empreitada, o que envolve desde fabricantes de veículos até fábricas produtoras de baterias.

Em sintonia com os objetivos do governo indiano, a Ola quer sair na frente. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, já anunciou que planeja aumentar significativamente o número de veículos movidos a energia limpa nas ruas do país, o sétimo maior em área geográfica do mundo.

Em março deste ano, o Ministério de Energia comunicou que o primeiro-ministro havia ordenado aos membros de sua equipe de governo que buscassem formas de garantir que, até 2030, a maioria dos veículos do país fosse movida a eletricidade. A indústria automotiva ainda procura entender como o populoso país atingirá essa meta, que exigirá investimentos e incentivos gigantescos.

Enquanto isso, a Ola busca expandir um projeto-piloto que realiza na cidade de Nagpur, na região central da Índia, onde seus primeiros veículos elétricos já atingiram mais de 4 milhões de quilômetros rodados. Envolvendo uma série de veículos elétricos, que vão desde táxis até os riquixás de três rodas, o projeto inclui ainda uma frota de ônibus, instalações solares em telhados, estações de recarga e experimentos de troca de baterias.

Na Índia, o que muitos de nós conhecemos por “tuc-tuc” lá é chamado de rickshaw, referência ao riquixá original, de tração humana, transporte barato e existente em todo lugar. A ideia da Ola é ampliar esse tradicional meio de transporte com o uso da matriz elétrica. Atualmente há vários modelos que circulam com motor a gasolina, gás natural ou gás liquefeito de petróleo.
 
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Publicado no Verdesobrerodas



Por Adamo Bazani conteúdo

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