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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Spotlight fala da mobilidade elétrica polonesa


O sucesso das economias do futuro dependerá do modo como se adaptam às novas formas de mobilidade e à capacidade de armazenar energia. É um dos temas desta edição de Spotlight dedicada às empresas polacas que desenvolvem novas tecnologias para a terceira revolução industrial.

O Estado dá incentivos às empresas que fabricam carros elétricos e aos compradores. As cidades são autorizadas a definir zonas exclusivas para veículos elétricos. A nossa viagem pela Polônia leva-nos até Lublin, à sede da companhia de ônibus Solaris. Começou por ser uma pequena empresa, com três dezenas de trabalhadores, emprega hoje 2500 pessoas. 

Este ano, bateu um recorde, com a produção de 1500 ônibus. Outro destaque: a Solaris representa 10% do mercado europeu de ônibus elétricos. “O nosso primeiro ônibus elétrico foi apresentado em 2011. Nessa altura, os nossos concorrentes riram-se de nós. Nos próximos três a quatros anos esperamos chegar até aos 30% do mercado total, na Europa”, afirmou o diretor do departamento de Mobilidade da Solaris, Matthias Figaszewski. “Vemos também que a procura de ônibus elétricos vem sobretudo dos países europeus.

Atualmente vendemos ônibus à Polônia, à Alemanha, à Bélgica, à Espanha, à França e à Noruega. Fora da Europa, vendemos aos Emirados Árabes Unidos, ao Dubai e à Turquia. Em Izmir, fornecemos os nossos veículos a clientes de Israel”, acrescentou o responsável da Solaris. A Polônia criou um conjunto de incentivos para desenvolver meios de transporte menos poluentes. 

Falamos com o vice-presidente da Agência de Investimento e Comércio da Polônia, Krzystof Senger. “Ajudamos as empresas a encontrarem a melhor localização para se instalarem na Polônia e damos incentivos fiscais. Temos apoios financeiros para desenvolver o nosso mercado de mobilidade elétrica”, Krzystof Senger.

A fábrica de baterias para automóveis da LG é a maior da Europa e situa-se na Polônia.
“O investimento da LG é uma etapa muito importante na produção de baterias para carros na Polônia. Teremos mais etapas. Atualmente, na indústria automóvel estamos a trabalhar em 41 projetos de investimento, dez dos quais ligados à mobilidade elétrica.

Além do investimento externo, o Estado polaco quer incentivar o investimento interno no setor das baterias. “Estamos a tentar estimular o mercado interno com um conjunto de incentivos. Ajudamos as empresas polacas a fazerem investigação no setor das baterias”, afirmou o responsável da Agência de Investimento e Comércio da Polônia.

A Ursus é uma das concorrentes nacionais da Solaris. Começou por fabricar tratores e produz hoje ônibus. Uma parte do investimento da empresa é dedicada à mobilidade elétrica e aos veículos a hidrogênio. “Ajudamos a empresa a criar o clima ideal para o investimento e damos incentivos para a expansão internacional. Um dos exemplos de incentivos é uma isenção fiscal para as empresas que se instalem numa zona econômica especial. Outro exemplo, a nova lei dos Transportes limpos. O Estado dá incentivos às empresas que fabricam carros elétricos e aos compradores de carros elétricos. As cidades são autorizadas a definir zonas exclusivas para veículos elétricos. Há também incentivos para favorecer a compra de veículos elétricos pelos governos locais”, disse Krzystof Senger.

O objetivo do governo polaco é chegar a um milhão de carros elétricos e 60 mil estações de carregamento em 2025. Além das iniciativas governamentais, há também projetos privados no domínio da mobilidade, como o veículo Triggo desenvolvido pelo antigo piloto Rafał Budweil. “Desenvolvemos uma suspensão que se adapta à circulação quando há engarrafamentos e que facilita o estacionamento. Quando a velocidade aumenta, a suspensão funciona como a dos carros tradicionais”, explicou o fundador e presidente da empresa Triggo.

A empresa polaca espera obter em breve uma licença para poder começar a produzir os veículos em 2020. “Estamos a assistir a um crescimento importante dos serviços de carros partilhados, dos serviços de mobilidade. Há plataformas na Europa e no mundo inteiro. O nosso objetivo é que o nosso modelo se torne o número um para as empresas de carros partilhados”, afirmou Rafał Budweil.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por euronews conteúdo

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