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sábado, 7 de abril de 2018

Para PSA chineses podem expandir mercado de EV na Europa


As multas da União Europeia aos fabricantes de automóveis que falhem os apertados objetivos de redução os níveis de CO2 poderão colocar os grandes grupos europeus “de joelhos”, permitindo a um potencial comprador chinês impor a sua tecnologia de veículos elétricos, alertou ontem o CEO do Grupo PSA, Carlos Tavares, reporta a agência Reuters.

O homem-forte do Grupo que controla a Peugeot, Citroen, DS e Opel/Vauxhall e que é também o atual presidente da ACEA, a influente associação europeia do setor, disse, num evento promovido pela revista francesa Le Journal de l’Auto, que que o impacto das exigências de Bruxelas é muito óbvio e que vai criar um "Cavalo de Troia chinês na Europa”.

Bruxelas fixou para o horizonte 2020-2021 um nível máximo de emissões de CO2 por fabricante de 95 gramas por quilômetros, ameaçando com multas de biliões de dólares quem não cumprir esses limites. Hoje, o nível de emissões admitido é de 130 g/Km.

O alerta de Carlos Tavares sublinha as preocupações sobre a crescente influência de grupos estrangeiros sobre os fabricantes, os empregos e a tecnologia europeus.

A Volvo está hoje integrada no grupo chinês Geely e a Jaguar Land Rover pertence ao grupo indiano Tata. Na própria PSA, os chineses da Dong Feng são um dos acionistas de referência, com 12,2% do capital. No final de fevereiro, foi anunciado que o presidente da Geely adquiriu uma posição de 10% no capital da Daimler, dona da Mercedes-Benz e da Smart.

“Se um fabricante europeu falhar os seus objetivos de CO2 e ficar de joelhos por causa das multas, poderá não ser salva por um grande grupo europeu, por causa das leis da concorrência”, adiantou o presidente da ACEA.

“Isto criará uma oportunidade para um investidor estrangeiros para trazer a tecnologia imposta pelas autoridades europeias, o que quer dizer veículos elétricos. E quem são os líderes na eletrificação automóvel? São os chineses”, explicou Tavares, que sugere uma suspensão das penalizações até que os governos europeus consigam instalar uma rede de carregamento de baterias adequada. Uma sugestão que o presidente da ACEA quer levar, como proposta formal, à próxima assembleia do organismo.

A queda acentuada das vendas de veículos com motores diesel, com menor emissões de CO2, está a dificultar ainda mais o atingir, dentro dos prazos previstos, dos limites definidos por Bruxelas. Nos EUA, a administração Trump já concordou em aligeirar as metas para as emissões, inicialmente previstas para 2022-25, em resposta a um pedido de fabricantes de automóveis do país.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por automonitor conteúdo

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